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Há um comercial brasileiro, que eu via com frequência na tv, em que o slogan é: “o que faz você feliz?” Eu sempre parei para pensar nessa hora. Não sei se pensamos nisso com a verdade que deve ser ou se simplesmente passa batido. Ou talvez pensemos apenas quando estamos em situações agradáveis e, aí, é muito fácil ser feliz. Mas de fato, o que nos faz feliz?

Bom, saltando desse ponto, resolvi ir além: Feliz eu sou, mas o que me deixa triste? O que me faz chorar? O que faz você chorar? A morte; o término de um relacionamento; quando seu time perde o campeonato; quando sente-se sozinho ou perde o emprego?

Choro de alegria também vale ou simplesmente para aliviar a alma. Mas, até onde choramos apenas por nós, pelas “mesmices”? Já chorou a dor de um próximo?

Um dos problemas que a Europa tem lidado, ultimamente, é com a imigração desenfreada. É o que eles mais tem discutido nos jornais e programas. Algo que, à distância, talvez não faça diferença mas, quando está perto, começa a se fazer bem presente.

E talvez mesmo, por isso, que eu esteja tão tocada com a situação a ponto de chorar, de me entristecer. Não sei, ainda, até onde isso interfere em minha vida, em meus dias. Mas já não consigo mais ignorar. Medo dessa nova realidade do mundo.

Coloco-me em uma situação parecida. Ainda que eu possua o direito à cidadania italiana, compartilhamos do mesmo sonho: uma nova oportunidade de vida! Como julgá-los? Como dar as costas?

Assim como o Brasil, que passa por uma crise que parece não ter fim, com um Governo que parece não querer ajudar em nada e um povo que grita por socorro. Nossa economia afundando, nossos hospitais fechando, a violência aumentando. Uma amiga me contou que um colega seu foi sequestrado e agredido, por ser homossexual. A intolerância humana. O ódio. A falta de amor e de respeito. A que preço?

Todo ano, de Setembro à Março, mais de 20 mil golfinhos são mortos e capturados nos mares de Taiji, no Japão. Tudo para financiar uma indústria de shows em parques marinhos. Ganância.

Essa semana eu chorei a perda da cachorrinha que minha tia tinha e eu era bem apegada. Chorei sozinha. Lembrei dos meus bichos e chorei mais ainda. Há quase 10 anos chorei sozinha, também, a perda da minha avó. Eu fazia intercâmbio na Austrália. Chorei as lágrimas de uma amiga, que chorava no Brasil uma saudades. Chorei a ausência do meu avô em seu aniversário.

Há muito que nos faz sofrer e chorar e, muitas vezes, sozinhos. Ou por estarmos longe ou porque preferimos. Mas, o quanto pensamos nisso e valorizamos esse sentimento? Como forma de aprendizado e crescimento. O quanto nós olhamos para o lado e reparamos nas lágrimas do próximo, nas dores do desconhecido e paramos para ajudar?

Estar feliz é fácil. A mágica está em saber SER feliz dentro das nossas tristezas e frustrações. Dar a volta por cima. Valorizar o que temos ao redor e estender uma mão. Fazer valer um sorriso e, principalmente, uma lágrima.

 

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