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43 dias de Itália e ainda nada da documentação. Mas hoje, ao invés de espremer o que me tortura, vamos falar de coisas boas.

Há uns dias fomos à Pisa, Kátia e eu, levar o Horus -o gatinho da Kátia- para fazer exames no Hospital Veterinário. Kátia é a brasileira, já com cidadania, dona da casa onde estou morando.

Partimos ás 07:30 da manhã de um dia chuvoso, cinza e friorento. Após alguns erros do gps e quase 2h de viagem, chegamos ao hospital. E começou a nova aventura. Primeiro, o idioma. Se falarem devagar, podemos compreender, mas quando soltam a primeira marcha…Calma! Não podemos perder nenhuma informação sobre o estado do Horus. Por sorte, uma enfermeira era do Peru, falava espanhol, ficou mais fácil; e o outro enfermeiro tinha estudado em Portugal! Viva! Esse sim ajudou muito! Aliás, falando em enfermeiros, eu citei que quis dar meu telefone para todos eles?! Como é possível! A cada um que passava, meus olhos iam sozinhos acompanhando…Amanda! Presta atenção no Horus!

Esse Hospital Veterinário de Pisa é parte da Universidade Veterinária do Estado então, além de grande, eles possuem todos os equipamentos necessários, atendimento 24h, uma estrutura completa e….Universitários! Não, eu não tenho vergonha na cara mesmo! rs

Muitos bichinhos sendo atendidos…Muitos donos apreensivos…E nós. O Horus precisava tomar anestesia para os exames mas, devido a sua fraqueza, podia não resistir. A médica veio conversar conosco sobre os riscos e entregou um documento à Kátia, para assinar, em que ela concordava com a situação. Como se assina um documento “autorizando” seu bichinho de morte? Já passei por isso no Brasil e não há saúde mental para lidar.

“Existe outra escolha?” Perguntamos

“Não” – A resposta

Então ok. Entregamos nas mãos de São Francisco de Assis e saímos para fazer um lanche. A àquela altura, eu já estava envolvida como se fosse meu. Não queria pensar na possibilidade de voltar para casa sem ele.

1h depois e tudo finalizado! Horus acorda bem, que alívio! Parecia que havia tirado o peso do mundo de nossas costas. Apesar dos exames terem diagnosticado uma doença séria em felinos, há esperança diante do tratamento. E seguimos com essa notícia, ao final, podia ter sido pior. Ele voltou conosco!

Para fazer valer toda a viagem, decidimos dar um passeio pelo centro da cidade e conhecer a famosa Torre Pendente. Mesmo debaixo de chuva, frio e de algumas rotundas viradas erradas (rotatórias), valeu cada risada e nervoso. A Torre não surpreendeu-me muito, como outros monumentos, mas merece ser visitada. Ela é   baixa e discreta, apesar do fator interessante de ser torta. O efeito é muito legal, mesmo tendo sido um erro de construção. Há alguns anos ela corria risco de queda mas, atualmente, passou por restaurações que a mantem firme permitindo inclusive, que turistas subam até o alto. Eu não subi, pois não me agrada a ideia de ficar torta no meio do caminho. Mas para quem não se importa, é uma experiência!

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Chamou-me a atenção também o fato de ela estar bem cuidada, branquinha, limpa. E o lugar onde se encontra é lindo, a igreja no entorno, o pátio aberto, tudo! Pisa é bem delicada e agradável, uma cidade que vale a pena passar umas horas, independentemente do tempo. Há passeios turísticos em trenzinhos, várias opções de restaurantes e tudo sinalizado. As muralhas ali em volta não te deixam esquecer de que está andando no velho mundo cheio de história. A Itália e suas grandezas!

De volta para casa. Com receita médica em mãos, o Horus melhor e mais uma aventura no currículo!

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PS: Quer saber mais sobre viagens e lugares? Siga no instagran: @nanatrips, a página da minha sorella de coração, onde ela dá dicas de passeios, lugares, preços e muito mais! Vida longa aos nossos sonhos!

 

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