Mês: novembro 2015 (Página 1 de 2)

Do Bosque à Terra da Rainha…Tanti Auguri!

Para que tentar entender o que está além do nosso entendimento. Não se alcança com as mãos o balão que está no céu. Algumas distâncias não foram feitas para nós, humanos. Apenas, para os sentimentos. É melhor viver e permitir-se sentir, do que “miguelar” emoções na tentativa de poupar o coração.

Correr os riscos entre as alegrias e as frustrações. E deixar ser.

Quando entrei naquele bosque, anos atrás, prometeram-me que eu viveria um conto-de-fadas. Well, melhor deixar os detalhes de lado. Mas é fato que, entre gnomos e gigantes, eu ganhei alguns tesouros. Sobrevivemos amigos em meio ao incêndio. E quando eu desabafei, dizendo o quão triste eu estava com toda aquela fumaça, você falou para eu confiar, pois eu teria caminhos muito bem sucedidos na vida!

Palavras nunca esquecidas.

Há um ano, quando estive aqui em Londres de férias, tive o reencontro com o que havia de mais valioso naquele bosque. Eu sabia por onde andavas mas, poder reencontrá-lo, em uma situação bem mais agradável, foi uma alegria. Eu sempre quis trabalhar com você novamente mas, não imaginava o espaço que você ocuparia em minha vida.

Do Maestro que eu admirava dos bastidores ao Amigo que posso confiar de olhos fechados, até debaixo d’água. Hoje é seu aniversário e eu não estou aí para dar risada com vocês…Nem para te abraçar…! Uma das ausências que eu sabia que sofreria.

Ano passado estávamos na Salsa e você dizia que estava velho!
Essa madrugada você mandou msg dizendo que, de fato, entrastes na terceira idade! rs

Darling, olhe para você, não são alguns mojitos que irão te derrubar!

Eu ainda estou em busca das palavras perfeitas para desejar-lhe Feliz Aniversário. Com menos clichês e mais verdades. Mas você conhece a amiga italiana que tem então, truco para toda a minha saudades e dramaticidade! rs

Abençoado seja aquele Bosque.

Abençoados sejam seus dias e sua arte.

Tanti Auguri, tesoro!
Happy Birthday, darling!

Todo Amor que houver nessa vida para você!

🙂

Viva!

 Ipi e Eu

Um Abraço para Esquentar

Setembro de 2014.

No trânsito intenso de SP, uma mulher falando ao celular e dirigindo, bate na traseira do meu carro. Meu humor, que já não estava dos melhores, atinge ápice.

“Ainda por cima isso!”

Mas eu não quis saber. Meu carro tinha engate, a frente do dela estragou muito mais e eu só queria sair dali. Eu só queria poder estacionar e, com calma, fazer o telefonema mais esperado daquele dia. Dizer até logo ao amigo que iria dar a volta ao mundo em um barco.

Ele, naquela alegria intensa. Eu, no orgulho de vê-lo realizar um sonho, mas na chateação de não poder estar mais perto para o abraço forte. Dizer através de uma ligação tudo o que eu queria, foi impossível.

“Te Amo, se cuida, vamos nos falando e…Boa viagem! Boa aventura!”

Foi o máximo que as lágrimas permitiram.

“Nos vemos em 2 anos ou um pouco mais…”

Ai que saudades!

Já é complicado morar na mesma cidade dos nossos amigos e, só conseguir vê-los de vez em nunca, devido ao corre da vida. Mas saber que eles estão ali, no mesmo bairro até, conforta, porque qualquer coisa, é só tocar a campainha. Mas você, em uma Expedição Maravilhosa, no meio do mar, no meio do mundo…O que eu farei quando precisar gritar e reclamar de amor?

“Ah amore, me escreve, a gente marca um skype, mas fica bem. Em algum momento, nessas fronteiras, iremos nos trombar e eu volto. Vai atrás também dos seus sonhos, não fica aí parada.”

Mas e quando eu precisar te abraçar…

Esses amigos que a vida me arruma…Esses amigos que escolho pra minha vida…E essas aventuras que eu apoio, porque também não sou muito diferente…

“Vai! Vai desbravar que nós estaremos sempre perto!”

O primeiro ano passou como um foguete. Você reclamou que eu escrevi pouco, é verdade. E eu reclamei que você não respondeu o pouco que escrevi. hehe

Porque nossos áudios via celular conseguiram aliviar isso. Prefiro só te encontrar quando você voltar, já despedi uma vez, não colocarei o coração nessa situação de novo. Nem me conta o próximo porto que estará. Nessas minhas andanças pelo mundo, vai que né…

Pois é…Vai que né…E foi!

“Amore, estarei de férias da Expedição e passarei por Londres!”

Gritos!

“Nós vamos ter que nos encontrar!”

Eu já falei antes que abraço virou artigo de luxo logo, não desperdiço a oportunidade de um com alguém que realmente abraça de verdade. Com alguém que te conhece só de olhar. Te abraçar, ontem, matou todas as saudades, todos os monstros, toda a solidão.

“Dio Santo! Que saudades de você!”

Sim. Saudades de ver. De tocar. De escutar de perto todas as suas novidades, histórias e conselhos. Saudades dos seus puxões de orelha e do seu apoio.

“Heitor, olha nós aqui, nessa Londres! Quando isso! É surreal!”

E um frio congelante. Das mãos não poderem sair de dentro dos bolsos mas, e daí? A cidade está linda, toda iluminada e enfeitada para o Natal! As pessoas estão nas ruas, os lugares estão abertos, há música, comida e boa cia.

E toda sua experiência nesse primeiro ano de Mar á fora. Sua visão de mundo ainda mais completa e interessante. Seus valores mais bonitos. Você mais bonito. Mais apaixonado. Mais leve. E eu gosto disso. Gosto de escutar como as coisas podem ser mais simples quando queremos, fazemos e acreditamos. E conversar com você gera esses assuntos. Gera essa simplicidade essencial, sem peso.

“Você não está fazendo nada, você está vivendo e o que mais você pode querer da vida!”

O universo já está sendo movimentado. Começa. Faça. Não espere. A hora é sempre agora.

Eu adoro isso em você.

Uma tarde foi muito pouco, mas o suficiente para eu saber que ainda tenho você perto de mim. Que nossa amizade chegou naquele ponto em que, não importa o tempo ou distância, nada mais será mudado. Claro que eu queria ter tido dias mais ao seu lado. Mas eu tive seu abraço em um momento muito importante.

A cidade cheira a chocolate quente com marshmallow. Esse é o sabor do inverno. Esse será sabor que darei ao amor que sinto pelos meus amigos e toda essa saudades que me faz bem e que, ontem, me aqueceu um pouco.

Boa Viagem, amore. Mais um ano virá em alto mar. Novas terras, novos aprendizados. Novas horas, novas culturas. Novas fronteiras e, quem sabe, nos vemos por aí de novo antes dessa volta acabar.

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O Amor Acontece

Talvez por minha amiga ter casado ou porque tenho escutado muito sobre relacionamentos, essa semana, fiquei um tanto quanto pensativa. Reabri emails antigos, não sei para que e deparei-me com a menina de alguns anos atrás. Entre tantas mudança, sempre fui uma apaixonada visceral. E mais do que falar, sempre gostei de escrever sobre Amor!

Houve um tempo em que eu acreditava que eu poderia morrer “dele”. Que desperdício seria. Logo ele que nos salva! Apaixonada por esse sentimento, nesses dias mais sensíveis, dei-me conta de que ele está no ar e de todas as maneiras.

Ah! As coisas boas que nos acompanham mundo a fora, dentro de nós. Ainda bem!

E lá vem ele fazer-me sorrir de novo.

“Como é difícil gostar de alguém”, ela reclama. Sim

“Se ele estivesse tão envolvido quanto eu, já teria tomado uma atitude.” Talvez.

Diferentes gerações. Diferentes personalidades. Diferentes lugares. Todas mulheres. Todos humanos. E sentimos tão igual. Não há idade ou regra. Quando pensamos que vamos acertar, saindo com alguém, supostamente, mais maduro, percebemos que isso poder ser ainda mais complicado.

Porque isso vai muito além do nosso controle. Pode ser tão maior do que nós que, o fato de estarmos envolvidos, nos paraliza no tempo e nas ações. Ficar em silencio e ignorar uma mensagem, pode ser uma maneira de não demonstrar que também estava morrendo de saudades.

“Parecemos duas adolescentes falando por horas sobre nossos casos!”

Totalmente! E quem quer ser mais velho nessas horas? Na hora que a risada sai á toa, sai leve, na hora que as borboletas dominam o estômago e nada mais importa. Embora haja muita coisa para se preocupar, o mais gostoso é poder planejar o final de semana e deixar o resto rolar.

O que temos a perder? Quando se ama já perde-se tudo. Os limites, a direção, o pensamento. Expomos nossa alma. Nada mais assusta.

“Poxa, mas é muito ruim imaginar que podemos não ser amados de volta.”

Sim. Mas Nelson Rodrigues dizia que ‘amar alguém já é suficiente, muitas pessoas nem isso conseguem, quanto mais amar e ser amado’. Não conforta, eu sei. Mas há um ponto. Este, onde amar é o que vale. Poder compartilhar com o mundo, fazer o bem através dele e, até, ajudar alguém á amar.

Amar se aprende amando…Dizia Drummond.

Então por que nos escondemos tanto? Por que tantos jogos de amor, diz que me diz e sentimentos afogados, para poupar o outro da verdade? Por que estamos sempre nos controlando, não podíamos simplesmente gritar Eu Te Amo! E tudo bem? Há hora certa para tudo, até para sentir. E o que fazemos nós então, apaixonados e loucos para nos atirarmos do precipício…Não é justo!rs

“Tenho medo de perder.”

Eu também. Mas amar nunca é em vão. Não perde. Ganha para a próxima fase. Ainda que pareça que não temos mais saúde para lidar, sempre iremos querer mais.
Não sei quanto a você, mas eu amo amar. Eu amo sentir-me assim.

Passamos madrugadas falando sobre o mesmo assunto e isso não cansa.Dividimos as lágrimas e as risadas. Compartilhamos das mesmas dificuldades e compramos as dores umas das outras. Isso sempre.
Mesmo á distância.

” Mas o que acontece aí em Londres, afinal, amiga?!”

Muita coisa. A noite torna-se dia. Viro vampiro. Ás vezes, caio da cama. Outras vezes, esqueço onde estou. O coração bate acelerado e a concha obriga-me a olhar para mim. A todo segundo estou encarando uma pessoa apenas. Eu mesma. E aí o baú abre e o enxoval todo transborda.

Muita coisa acontece aqui. A vida acontece.

Mas o que eu mais gosto é de ver que a minha essência não mudou, ela aperfeiçoou, se posso assim dizer. E que os sentimentos lindos nunca nos deixam, seja onde for, eles acontecem. E estão acontecendo aqui também.

Já não me lembro mais porque comecei a falar sobre isso. Só sei que hoje eu senti uma saudades boa de você.

Bem Demais

Três meses de Europa. 21 dias de Londres. E nenhuma lágrima mais.

21 dias de ‘tudo novo de novo’, sem dores de estomago ou gastrites nervosas. Sem ansiedades, oscilações emocionais ou vontade de ir embora. Desses 21 dias, já são 10 sozinha. 10 dias de fogão, de faxina- na casa e na alma- de horários alternados, de dormir espalhada e acordar silenciosa.

Há muito o que fazer nessa Londres. A vida não está assim tão mansa. Mas o ar dessa cidade deixa-me tão leve que eu não tenho medo das portas que se abrirão. A sensação não é criada por mim, eu simplesmente sinto. O medo maior é pensar que está tudo bem ‘demais’. Temos esse problema na vida de não sabermos lidar com o “bem demais.” Precisamos sempre colocar um perrengue para fazer valer nossos dias.

Eu era mestre nisso. Hoje não mais. Não agora. Porque assim está bom demais!

Como disse-me uma amiga: “Era só o que faltava ter que te dar bronca por você reclamar que está tudo bem!”

É que esse sentimento pode ser muito perigoso. Nos apoiamos nele e deixamos a onda levar. E como eu disse antes: ainda há muito o que fazer nessa Londres. Decidir casa nova em alguns dias e conciliar trabalho. Seja aquele do sustento ou o sonho realizado. Tanto faz, agora. Porque o sonho maior está sendo esse: poder viver e crescer na Terra da Rainha. Sentir-me ‘alguém’ no lugar tão desejado.

Debaixo de muito frio e chuva. De dias cinzas ou de céu azul. Escrevendo de frente para a janela vendo as horas passarem. Ou batendo perna sem pressa conhecendo pessoas e lugares. Essa é a realização maior. A liberdade de estar sozinha entre essa multidão. Fazer do que poderia ser triste, uma alegria.

Três meses.

Passaram como uma ventania e parece que sempre foi assim. Eu aqui e vocês aí. Tenho a sensação de que aqui o tempo passa mais rápido. Os minutos, os segundos…Não estou apenas 2h na frente. Devo estar um ano.

E eu não desejo outra vida. Bom, desejo a Paz na Terra, claro e…Uma maneira rápida de ter as pessoas que eu amo aqui comigo. Tenho me acostumado demais com o Skype. Abraçar tornou-se um luxo. Que bom que eu posso pagar!

Obrigada Universo, por fazer de mim uma pessoa ‘adaptável’.

🙂

Namastê!

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças
―Charles Darwin

Felizes Para Sempre…

Copa2014

Da série: I wanted to be there…2

The day has arrived!

Aquele 1 ano que faltava, chegou. Aquela sensação de: “Nossa, vai demorar demais”, chegou. Ontem foi seu dia de Noiva e eu acordei com uma msg sua carinhosa no telefone. Estamos longe, mas fizemos ser perto.

“Bá vai se arrumar! Hoje você casa. Hoje você dará aqueles enormes passos em direção á uma vida a dois.”

Casamento. Se podem viver juntos, por que então, continuarem ‘separados’. A prova da vida em forma de amor. Mais do que promessas no altar e assinaturas em Cartório, a prova será diária: Entre o acordar e dormir juntos, a intimidade explícita, o desejo de seguirem pelo mesmo caminho.

O Amor sendo o regente, acima de qualquer coisa.

Lembro-me do dia em que contou que ficariam noivos. Tinham decidido então, após 5 anos- ou mais- de namoro, oficializar o que já era oficial. Uma relação de confiança! Lembro-me das primeiras conversas sobre vestido, bolo, lista de presentes. Quando seria a data, o que pensava em servir no jantar e o que nós, amigas, aprontaríamos para a sua despedida de solteira.

Eu tinha meus planos em mente. Eu sabia que estaria distante em cada um desses momentos mas, não no dia do “Sim” mais aguardado do ano. Dentro do que eu planejava, já estaria de volta nessa data. Mas parece que minha vida não curte muito essa história de “ser planejada” e, muito mudou-se no caminho.

Quando eu tive vontade de correr da Itália direto para braços conhecidos no Brasil, tive a certeza de que estaria ao seu lado nesse dia. Ver você entrar na igreja era uma das razões mais fortes para eu voltar. Mas as horas giraram novamente. Eu precisava escolher entre seguir em frente ou dar uns passos para trás. E não que esses passos seriam ruins, não. Mas é que eu precisava seguir.

Não foi a escolha mais fácil perder uma passagem e perceber tudo o que eu perderia aí. Te contar foi a segunda parte mais difícil. E foi um peso. Mais uma vez, era algo que eu precisava fazer por mim. Escolher sempre será perder e, ultimamente, ‘escolher’ tem sido minhas pequenas “torturas”.

Ok Universo, eu já entendi que não se pode ter tudo o tempo inteiro mas…Emoções.

A emoção de ver uma amiga casando é indescritível. Ver que chegamos nessa fase da vida é indescritível. Os 30 anos nos levam a isso. Não somos mais adolescentes, nossas decisões mostram pouco a pouco o que vamos nos tornando e querendo. A essência de cada uma continua a mesma, isso não muda. Mas sofremos leves adaptações, ás vezes mais pesadas e caminhamos para o crescimento natural.

Quando percebemos, estamos casando, tendo filhos, comprando apartamento…Ou mudando de país, de emprego, de sonhos. Mas isso é parte da vida. Quando tomamos as rédeas dos nossos destinos e nos sentimos ‘Gente Grande’. E é simplesmente lindo chegar a esse ponto de braços dados com alguém e, poder dividir com amigos e familiares.

Minutos antes de entrar na igreja, você me enviou uma foto linda sua de noiva. Eu estava dentro do metro e não pude acreditar. Linda! Uma princesa! Como você merecia! No seu dia eu ganhei o maior presente. Poder estar mais perto de você, ainda que longe, geograficamente. Compartilhar da sua alegria e poder passar um pouco do que eu estava sentindo aqui desse lado.

Eu prometi não chorar. Mas eu também prometi tantas outras coisas então, truco!rs

Amiga, tudo o que é preciso é amor…E que ele nunca falte nos seus dias e nos do Vinícius. Que voces nunca percam essa alegria de levar a vida e o relacionamento. E que hajam sempre mais flores do que espinhos. Andar até o altar foi só o primeiro passo. O início de tudo que vocês tem sonhado juntos e que ainda está por vir.

Obrigada século 21 e minhas amigas queridas que, via Skype, colocaram-me presente nesse dia tão especial. Impagável ver seu rosto entrando na Igreja!

E como você mesma falou:
“Isso vai para a nossa vida, amiga! Nossa amizade!”

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“Que seja infinito enquanto dure…!”

A Beautiful Day!

Da série: I wanted to be there…

A Beautiful Day!

E não poderia ser diferente. Céu azul. Sol. Frio. Eu na rua.

E…Dia de estréia.

Eu na rua indo visitar uma agência de atores- apreensiva, pois já não sei mais se estou preparada para viver isso novamente- e o dia simplesmente lindo.

A responsável pela agência foi extremamente simpática. Uma pessoa interessada em vender seu trabalho e soube me convencer. Mostrou-me um comercial, em que o ator, sem falas, ganhou em torno de 5 mil dinheiros! Cinco mil dinheiros! Ela fez questão de mostrar, também, o contrato. Seis meses no ar!

Sabe quando alguém receberia essa quantia no Brasil, por menos de 10 segundos em cena e sem falas??? Não preciso nem responder! Meus olhos arregalaram, eu pude vê-los!

Bom, sendo verdade ou não, que mal tem voltar a me agenciar e estar por aí, no mercado novamente. É, porque pouco antes de eu embarcar para a Itália, um amigo pediu-me para eu não esquecer que sou Atriz. Logo…Truco! Agenciada em Londres! Se eu conseguir um contrato desse, apenas, faço meu ano! rs

Eu ainda na rua mas…Confesso que hoje, eu só queria uma coisa: estar aí. Por algumas horas. Pelas últimas loucas horas, antes de gritar: Acabou! Yes, you did it again!

Hoje, ataquei todos os doces de ansiedade- e porque também sou uma formiga hehe- e pensei durante esse dia lindo inteiro em como vocês estariam. A bagunça na sala, como se um furacão tivesse passado e as mentes rodando. Vozes ecoando. E a pressa dominadora.

Após esses meses ouvindo sobre essa peça e acompanhando os últimos dias de trabalho em Londres; Após escutar repetidamente as mesmas cenas, as notas do seu piano e suas criações madrugadas a fora; Após encontros virtuais , hoje, nesse dia lindo de frio, eu queria muito estar aí com vocês.

Reclamando do calor de 30 graus e gastando toda minha paciencia para acalmar os ânimos. Para ajudar nos últimos corres e repetir quantas vezes fossem necessárias de que “Dará tudo Certo”. Para rir até a barriga doer de cada piada que eu já sei que virá.

Para aplaudir.

Para ver você reger.

E comer pizza ao final em comemoração a liberdade!

Aposto que você saiu para fumar minutos antes do início.

Feliz estréia, queridos. Que seja leve e linda.

Viva!

Vivendo O Lugar

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Beethoven, do qual eu sou muito fã, chegou em Viena por volta dos 20 anos de idade com a certeza do que queria naquela aventura. Levou consigo um princípio:

“Faça o bem onde puder, valorize a liberdade acima de tudo e nunca negue a verdade nem mesmo diante do trono.”

Eu, aos 30 anos, saí de casa apenas com uma certeza: tentar realizar uma vida em algum novo lugar. No momento, o lugar onde quero estar é exatamente onde estou: Londres. Hoje, é a minha casa. Amanhã, chi lo sa.

E isso não é um problema, de jeito nenhum. Mas a medida que os dias passam e a realidade começa a acontecer a nossa volta, em diferentes cantos do mundo então, a cabeça pode pirar. Não bate a dúvida mas sim, a confirmação da certeza. Por ter escolhido estar aqui hoje, o que estou perdendo lá, amanhã.

Que diferença minha presença faria, onde minha dor diminuiria ou meu olhar poderia ajudar. A vontade imensa de estar em todas as situações e, ao mesmo tempo, trancada dentro da concha. Acontece que a concha não é blindada contra a realidade e aí, pode ter o oceano que for no meio, que as emoções baterão na porta. Precisa ser muito frio e racional para ignorar. Não é meu caso.

Prefiro o tormento das horas do que o vazio da Paz.

“Viva o lugar”, disse-me uma amiga.

“Faça da cidade a sua casa e não apenas um lugar de morar.”

Ontem, antes de sair, pensando nisso tudo, eu pedi á Londres que me fizesse sorrir. Ela fez. Londres sendo Londres-cinza e chuvosa- fez-me sorrir e fez-me parte dela. Não houve caminhos errados. Houve uma liberdade de ir e vir. Solta. Sozinha. Paquerando minha escolha.

“Caraca Amandinha, olha onde você está! Em Londres, você conseguiu! Em Londres, sem passagem de volta, podendo ficar o tempo que desejar. Podendo ir e vir nessa Europa o quanto quiser.”

Pausa…SANTO CIELO!!!

Eu moro aqui!!!

No meio da Picadilly Circus, toda iluminada com sentimentos Natalinos, olhei para o Céu escuro e com Lua- ás 16:30 da tarde- e gritei: Sim! Aqui estou eu entregue de Alma e Coração!

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Meu lugar. Minha cidade. Minha casa.

Onde eu farei as horas acontecerem. No frio. No escuro. Na chuva. Com amor. Na Primavera. Com as flores. Com amigos. Nas fronteiras. Em diferentes idiomas. Não importa. O passado entendeu seu posto. As emoções começam a equilibrar-se. O susto é sentir-se bem demais. Leve demais. Feliz demais. Livre demais.

Tudo demais.

Eu não sei o que será amanhã. Mas nesse segundo, escrevendo, eu sei que estou adorando essa sensação.

Vivendo minha cidade. Vivendo minha escolha. Amando a vida.

E com o princípio do mestre dentro do peito.

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O frio nunca me incomodou, anyway! 🙂

O Diabo Dentro de Nós

Eu adoraria atualizá-los sobre meus dias com boas e divertidas experiências, apenas. Mas não posso ignorar os ataques à Paris, que é o que está em minha TV nesse momento e, perto demais. Os relatos traumatizantes de sobreviventes e testemunhas entram em minha mente em forma de uma única pergunta: O que está acontecendo com o mundo?

Se essa é a nossa Evolução então, eu não sei o que seria regredir.

O “Ser-Humano” se apega em “palavras” para justificar suas atitudes.

Assim como povos caçam animais em nome da “Tradição”, o mundo MATA em nome da “Religião”.

Como assim? A mesma palavra que casa pessoas, batiza crianças, faz-nos ajoelhar em frente a uma imagem ou rezar com um alcorão nas mãos, pedindo saúde, prosperidade…O mesmo sentimento, tornou-se justificativa para matar? Em nome de Deus não se ama mais, mas se mata.

Então, o que está acontecendo?

Nossa raça está completamente sem limites dentro de suas crenças. Vale tudo para alcançar o que deseja, para conquistar terras, para ser mais forte. Vale roubar, vale matar, vale magoar, humilhar…Amar não mais? Perdemos essa capacidade ou nunca a tivemos. Que todo humano carrega seu próprio Diabo dentro de si, é uma verdade. Mas, deixá-lo sair assim, com essa facilidade, é um dos grandes problemas. Quando foi que o Mal ficou maior que o Bem?

Eu sinto que troquei o terrorismo dos morros pelo das fronteiras. Não era para haver nem um e nem outro. Não era para sairmos nas ruas olhando para os lados, a cada passo. E nem preocupados demais com a quantidade de policiais. Não era para vivermos dessa maneira desigual.

Já não sei mais o que sinto mas, entendi que a Paz está fora de cogitação hoje.

Uns culpam a imigração. Eu culpo a diferença social. A falta de caráter. A falta de amor. O distúrbio mental. O excesso de guerra em nossas janelas. As armas dentro de casa. Excesso de dinheiro e poder. Culpo nossos fantasmas, mas nunca a diferença de religião ou raças. Essa é uma justificativa fácil demais que torna possível que essa guerra continue.

Hoje a França respondeu ao terrorismo com novos ataques em terras inimigas. Para que? Apoiada pelo resto do mundo, bombardeou outras vidas. Racionalmente eu penso: Ok, estamos nos defendendo mas, com mais guerra? Violência não finaliza a violência, pelo contrário, aumenta esse círculo vicioso. E a cada Presidente, Primeiro Ministro, Autoridade que vem a público dar suporte, aumenta ainda mais nosso medo, pois todos viramos alvos.

Por mais que as pessoas digam que não estejam assustadas, sabemos que isso não é uma verdade. Estamos sim. E bastante. Porque essa semana pode parar, mas e na próxima? E o próximo ano? Até matarmos uns aos outros de vez? Já não basta destruirmos, diariamente, nosso Planeta. Já não basta nossos Governos irresponsáveis, agora, teremos mesmo que lidar com essa quase- ou não- Terceira Guerra! E associada erradamente à Religião! E pior! Associada ao interesse particular de cada um.

No fundo, nossos “Diabos” comandam exatamente isso. Interesses próprios, sem olhar ao próximo. Estamos rendidos pelo poder e pelo dinheiro. Nossas vidas perderam o valor.

Está tudo ao contrário!

Quero finalizar sendo romântica, porque é o que sei ser de melhor. Escolhendo sempre a Paz, acreditando ainda mais no Amor e que apenas ele pode nos salvar. Quero pensar que podíamos atirar flores, ao invés de bombas. Quero pedir que Nossa Senhora olhe por todas as mães que choram e, principalmente, pelas mães desses filhos da guerra.

Quero que a Esperança nunca saia de nossos olhos e corações.

Quero A Paz na Terra…Por favor, porque nós já não aguentamos mais.

Rezando por nós, Seres-Humanos.

Just Breath

Você dizia que não estava preparado para visitar o Brasil novamente, em tão pouco tempo. Eu sabia que eu não estava preparada para me despedir de você, mais uma vez, em tão pouco tempo.

E dessa vez com a geografia ao contrário.

“Me ajuda que eu terei que lidar com isso, Amêndoa!”

“Me too, Darling…”

Vir para Londres e te encontrar foi a recarga da minha bateria para continuar esse meu mundo novo. Fugir para o Brasil seria um erro nesse momento. Mas eu precisava de uma sensação de ‘casa’ e, foi você quem me deu isso. Dentro do meu sonho de viver a Inglaterra, nesse começo, seu abrigo foi essencial.

Mas dez dias parecem não ter sido o suficiente. Tempo nenhum teria sido, quando deseja-se atrasar a realidade dos próximos passos e, simplesmente, curtir as horas.

As Horas. É só uma viagem. É o meu começo de tudo.

Quem vai cozinhar para mim durante esses meses? Penso que posso emagrecer por conta disso. Ou quem dividirá os chocolates e as risadas, enquanto me convence de que “sim, tudo dará tempo e dará certo!”

Há 5 meses nos despedíamos em SP. Você voltava para cá e eu, ainda contava os dias para a Italia. Hoje, como em um passe de mágica, fui eu quem voltou sozinha pelo metro ingles, enrolada em cachecol. E você descerá no nosso calor de 40 graus. Alguma coisa está do avesso. Mas está tudo normal.

Dizem que eu tenho dificuldade em me despedir das pessoas, por ser filha de um divórcio. De fato, separação nunca foi meu forte. “Freud explica”, é o que falam.

Và Bene. Mas essa é uma explicação muito vazia e cômoda. Eu sei exatamente o que sou e minhas reações e, essa sou eu. Latina/Italiana, acima de tudo. Viva o drama!

Viva o crescimento da vida real.

O fato mesmo é que eu simplesmente detesto essas provas práticas da vida, assim, de surpresa, sem tempo para estudarmos ou fugirmos para a enfermaria. A situação é essa agora, vire-se!

Eu ficarei bem, como sempre fiquei. Mas a porta do meu mundo real foi aberta de vez. Minha referência está a uns 10 mil km. E Londres está bem aqui na minha janela.

Minha bateria carregada terá que funcionar em modo avião, para durar mais tempo.

Há dez dias eu matava o que estava me matando. Hoje, é o que me empurra.

Estou bebendo o que sobrou do vinho de ontem. Mas prometo deixar uma parte do seu brioche.

E eu espero que você volte. Assim como espero que Londres me acolha com amor.

Nesse momento há muita coisa acontecendo aqui dentro.

E uma ventania gritando lá fora.

Sozinha depois de tanto tempo.

Uma luz ficará acessa, com certeza. Eu já estou com saudades de você.

Just Breath…

Entre Aplicativos e Sorrisos

Em um encontro entre conhecidos, diferentes nacionalidades, percebo que há algo que incomoda e mexe com humanos de todas as partes do mundo.

Estamos em 4: Um britânico, um alemão e dois brasileiros com dupla cidadania ( alemã e italiana).

Entre copos de cerveja e batata frita, os assuntos alternam-se entre profissão, viagens, experiências de vida e…Relacionamentos! O campeão da noite. O campeão de todos os encontros, seja onde for.

“Quanto tempo durou seu ultimo namoro?”

“O que você procura em um parceiro?”

” O que há de errado com o mundo?”

Bella domanda! Três homens lindos discutindo sobre suas decepções amorosas. Discutindo sobre o futuro sem querer pensar nele.

Um assunto crucial que, faz você conhecer quem te interessa em poucas respostas.

Eu. A única mulher da mesa. Observando e sendo observada. Escutando cada palavra e identificando-me com todas.

“Não se preocupem, meninos! O mesmo acontece do lado de cá!” Risadas.

Claro! Isso não é uma questão de homens, mulheres, heteros ou gays. Isso é uma questão do ser-humano.

O que queremos está difícil de agradar a sociedade e, parece que isso ainda importa. Modelo de casamento, a cor da pele ou dos olhos de quem apresentará dentro da sua casa. Ou no seu círculo de amigos.

Te que ser bonito, bem-humorado, bem estruturado, romântico ou, simplesmente, ser alguém.

Ao mesmo tempo que criamos e convivemos com nossos próprios empecilhos, temos a necessidade de estarmos acompanhados. E em uma Era de redes sociais, trabalhos dobrados e tempo para nada, partimos para aplicativos de encontros. Seja para fazer amigos ou encontrar um amor, o que está em jogo é sair de casa e da solidão.

Eu acho tudo válido mas, confesso, que ainda tenho receios sobre essas evoluções. Não sei se quero encontrar meu amor em catálogos de internet. Acho que sentimento está muito além disso. Mas, confesso também, que tudo que é divertido deve ser permitido então, viva os grupos de encontros e suas mesmas diferenças.

Para isso eles servem. Para juntar pessoas com mesmos propósitos, interesses e até problemas. Mas no fim, acabam levando para o mesmo ponto: “Será que ele seria um bom namorado?” “Não sei aquele, mas esse aqui é mais seu tipo”. E por aí vai. Não procuramos apenas amigos, isso é um fato.

Sair á caça, como se estivesse atrás de um pedaço de carne- ou ser o próprio pedaço de carne- pode não ser tão atraente aos 30 anos. Então ok, seremos modernos. Marcamos via aplicativos com o selecionado da noite.

Isso não enche meus olhos e tão pouco meu coração. Mas se faz-me dar risada então, truco! O ponto é: nunca cessaremos essa conversa pois, nunca haverá um certo e errado. Temos que aprender a lidar com o que nos cabe dentro do que acreditamos e lutarmos por isso. O conforto é saber que todos os mortais passam pelas mesmas crises, não importa o idioma ou a fronteira.

E sai feliz quem recebe uma mensagem no final da noite!

Eu? Não! Eu não! Eu gastei meu italiano com o bar tender, dei risadas e senti-me, pela primeira vez, uma pessoa bem resolvida. Bom, em partes. E saí bem acompanhada, è vero. Quem tem amigos, nunca está sozinho.

Já os homens da mesa…Well…Eles se entenderão em algum momento.

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