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Três meses de Europa. 21 dias de Londres. E nenhuma lágrima mais.

21 dias de ‘tudo novo de novo’, sem dores de estomago ou gastrites nervosas. Sem ansiedades, oscilações emocionais ou vontade de ir embora. Desses 21 dias, já são 10 sozinha. 10 dias de fogão, de faxina- na casa e na alma- de horários alternados, de dormir espalhada e acordar silenciosa.

Há muito o que fazer nessa Londres. A vida não está assim tão mansa. Mas o ar dessa cidade deixa-me tão leve que eu não tenho medo das portas que se abrirão. A sensação não é criada por mim, eu simplesmente sinto. O medo maior é pensar que está tudo bem ‘demais’. Temos esse problema na vida de não sabermos lidar com o “bem demais.” Precisamos sempre colocar um perrengue para fazer valer nossos dias.

Eu era mestre nisso. Hoje não mais. Não agora. Porque assim está bom demais!

Como disse-me uma amiga: “Era só o que faltava ter que te dar bronca por você reclamar que está tudo bem!”

É que esse sentimento pode ser muito perigoso. Nos apoiamos nele e deixamos a onda levar. E como eu disse antes: ainda há muito o que fazer nessa Londres. Decidir casa nova em alguns dias e conciliar trabalho. Seja aquele do sustento ou o sonho realizado. Tanto faz, agora. Porque o sonho maior está sendo esse: poder viver e crescer na Terra da Rainha. Sentir-me ‘alguém’ no lugar tão desejado.

Debaixo de muito frio e chuva. De dias cinzas ou de céu azul. Escrevendo de frente para a janela vendo as horas passarem. Ou batendo perna sem pressa conhecendo pessoas e lugares. Essa é a realização maior. A liberdade de estar sozinha entre essa multidão. Fazer do que poderia ser triste, uma alegria.

Três meses.

Passaram como uma ventania e parece que sempre foi assim. Eu aqui e vocês aí. Tenho a sensação de que aqui o tempo passa mais rápido. Os minutos, os segundos…Não estou apenas 2h na frente. Devo estar um ano.

E eu não desejo outra vida. Bom, desejo a Paz na Terra, claro e…Uma maneira rápida de ter as pessoas que eu amo aqui comigo. Tenho me acostumado demais com o Skype. Abraçar tornou-se um luxo. Que bom que eu posso pagar!

Obrigada Universo, por fazer de mim uma pessoa ‘adaptável’.

🙂

Namastê!

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças
―Charles Darwin

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