Mês: maio 2016

The Time Of My Life

Eleven years ago she opened the door of her house and said:

“Welcome to Australia!”

It was the first time I was traveling alone and would live away from my family. I had a mixture of emotions inside me. I wanted to cry and smile. I remember like it was yesterday. In fact, I can see it now, in front of me. I can hear her voice and feel exactly what I fel that day.

She hugged me and made me feel confortable. She put me in her life and in her family. She took care of me like a mother and daughter. I had Christmas present, birthday cake and the best dinners. She saw me grow for a year. But more than that, she made me feel at home. I was home.

When she drove me to the airport in the day of my return to Brazil, she looked into my eyes and asked:

“Why are not you happy? You are going to see your family, you are going home!”

“I know…but this is my home, I dont want to leave…”

Then she said that the world was too big and I was too young so I would have many places to travel and I could come back to Aussie anytime I wanted. Once and again she comforted me. Once and again she was right.

Since then I have thrown myself in different places and adventures. My gypsy heart does not stop and dreams deserve to come true. While I have feet I will cross all borders. But the true is the more I travel, the more I know Australia is my place. My soul belongs to there. It doesnt matter how long time has passed, it will always be my shelter and I can always come back.

Her hug, she may not know that, just gave this feeling to me and Im really thankful.

Eleven years ago she hugged a girl 20 years old, scared and excited at the same time with the days to come. Eleven years later she hugged a woman 31 years old, more mature but with the same dreams and shinning eyes.

Meet her here in London, at this moment, just prove to me that love and family survive to distance and time.

And our memories together, while talking having a cruise in Thames River, came to remind me that time was the time of my life!

🙂

Helena and I London

Feliz irmão

Aos 2 anos e 8 meses ele teve q aceitar um novo bebê em casa. Gostando ou não havia ganhado uma irmã e, mesmo com todos os ciúmes e brigas, ele tornou-se um super irmão, simplesmente o melhor cara do mundo para aquela caçula.

Geminiano, distraído, desastrado e até meio folgado. Mas sensível, artista, gente do bem, coração de gigante. Estivemos juntos em todos os momentos cruciais da vida de cada um. Eu fui a primeira a saber quando ele teve a primeira namorada. E ele sempre foi meu porto seguro nas noites de pesadelo.

Ele fazia meus trabalhos de escola atrasados e comia meus ovos de chocolate. Atormentava-me até deixar-me bastante irritada e ver-me explodir! Mas era em sua cia que rolava o maior Rock N’ Roll no quarto de madrugada!

Eu nunca o tinha visto chorar, até o dia em que embarquei para a Austrália. Eu não tinha idéia das saudades que eu sentia dele, até o dia que voltei e o abracei até sentir sua alma.

Meu irmão herói que não deixava ninguém encostar em mim no colégio. Meu irmão ciumento que controlava o tamanho das minhas saias. Meu irmão cúmplice que me deu a mão sempre que eu quis desistir. Meu irmão parceiro de shows e baladas. Meu irmão amigo que divide segredos e confiança.

Meu irmão adulto que me presentou com a afilhada encantada mais linda e amada.

E em nossos desentendimentos, penso, que é quando mais nos entendemos. Não há o que fazer. Nos escolhemos lá em cima e juramos proteção eterna. E assim será. Quer ver minha fúria é mexer com ele.

Eu não sei se fui um presente bacana 31 anos atrás. Mas hoje, no seus 34, eu sei que o presente maior foi meu, chegar e ter você do lado. Pronto. Estava em segurança.
Feliz vida irmão melhor que há!

Não importa a distância geográfica, nos comunicamos através do coração.

Eu amo você!

🙂

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180 Dias

180 Dias de Afastamento.

Assim será para a Presidente Dilma.

180 dias de discussões em redes sociais, bate bocas sem limites, ofensas e até término de amizades e namoros.

180 dias de alivio para uns e de tristeza para outros. A decepção de uma derrota. A vitória de uma Justiça.

180 dias de um país dividido. Um povo desunido mas que clama, desesperadamente, por dias melhores.

180 dias para que ela reflita sobre que fez e no que vem fazendo pelo nosso país. Ou, simplesmente, 180 dias de férias e relaxamento.

180 dias intermináveis para todos nós, brasileiros. Pois, seja qual for a decisão ao final, nada mais será como antes. Que bom. Que bom mesmo, porque precisamos de mudanças, precisamos de mais choques como esses. Melhor dizendo, nós não: eles. Nós já sofremos choques o suficiente.

180 dias de Temer e seus ministros. Suas surpresas desagradáveis e nossos corações na garganta. Marcar o calendário nunca foi tão arriscado.

180 dias de um final indefinido. Podemos ter Temer temporário e Dilma voltando a pedalar em torno do Palácio do Planalto.

Seja qual for esse final, ele representará o início de toda uma mudança necessária. Representará todos os nossos gritos desses últimos anos. E eu espero, com todo meu coração, que esse final una nosso país de uma ponta a outra, pois não há mudança sem grandes revoluções. Nós já entramos nessa guerra, agora só sairemos vitoriosos.

180 dias para o fechamento de um ciclo.

Que a Justiça seja feita. E que seja para o melhor. O melhor para o Brasil!

Enquanto isso, continuaremos levantando cedo para trabalhar, as Olimpíadas acontecerão, ainda que haja desordem e nós continuaremos a sorrir, porque somos assim. Graças a Deus! Que não nos falte paciência e Fé, pois esses 180 dias se transformarão em infinitas emoções.

Paixão e Profissão

Há uns dois anos, ou talvez mais, uma pessoa muito querida que eu confio de olhos fechados perguntou-me:

” O que na sua vida você não consegue deixar de fazer nenhum dia?”
Sem pestanejar eu respondi:

“Escrever!”

“Pronto”, ela falou. Você já sabe o que é e o que vai ser em sua vida.

Levei um susto. Como pude ignorar isso por tanto tempo. Decidi abrir meu leque profissional um pouco mais e encaixar em primeiro plano o que tem me movido nos últimos meses. O que sempre esteve na minha frente.

Escrever me alivia. Permite-me ser quem eu quiser e, claro, ser eu mesma. Escrever protege-me de julgamentos na cara, pois visto minha máscara e coloco no papel todas as minhas ilusões, meus sonhos, minhas invenções. Nomes inexistentes, pensamentos incoerentes e pessoas jamais vistas.

Cenas não vividas mas bem dialogadas. Na minha mente de escritora tudo cabe. Eu é que não caibo em mim. Minhas palavras são minhas verdades. Mesmo que inventadas.

Escrever é meu refúgio contra a tristeza e meu momento de grandeza. É o que reconheço em mim desde sempre. Nasceu comigo. Nasceu pra mim.

Hoje, comecei o curso que tanto ansiava: News Journalism! E, para a minha alegria, minha expectativa não estava errada. Não podia ter sido melhor. Fez meu dia mais leve e feliz! Pessoas novas e diferentes. Outras idades, outras faces, outras experiências. Feito uma criança quando descobre sabores novos, deliciei-me em 7 horas de aula sobre Jornalismo Literário- em inglês- e entendi:

Mais do que uma paixão, uma profissão. Uma arte que completa a outra. Metades que se encaixam. Eu sou o que eu acredito ser.

Não sei o que será do amanhã. Não sei onde estarei e nem quero pensar nisso agora. Só sei que o Universo está girando, os dados estão rolando e eu, em uma mesa de aposta, deixo a vida decidir. E cada detalhe será reportado por mim.

Já dizia a amada Virginia Woolf:
“Escrever é que é o verdadeiro prazer. Ser lido é um prazer superficial.”

Façamos das horas nossa história e reportagem.

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Dear London…

Dear London,

When your busy days get me mad I remember that there is Hyde Park to relax. Sometimes I need to hide myself from your buildings and noises.
Sometimes I just need to see the life happen. Naturally.

Today I sat in front of Kensington Palace and my words came out of my mind as they want to break free. I feel like I have no time to talk to you anymore about me. Your hurry days give me no choice but being like everyone else: in a hurry.

You look more like autunm than spring. Your winds still wake me up in the middle of the night and the sun is quite shy. But Its fine for me, as long as it does not rain, I can enjoy your sky.

This week is going to be heavy. Im tired, fisically. Emotional I cant even say, I think I got used to it. I must say that I feel like Cinderella before the blue dress and all the magic. Some days, the only things I can remember is cleaning. What do I do everyday? I clean. I clean the whole restaurant. I clean my heart. I clean my mind.

You do this to me. You force me to face my hours, to swallow my cry.
Im no longer the same person as I was when I got here. I thank you for that.

If I accepted you as you are, would you satisfy me more? Perhaps with a new job or a better man. Or a new way…

You know what I like the most? To observe how people handle you; how they live your streets and places; how they enjoy your weather or not; how they smile; their accent…And between so many voices and languages, I remember that much more than you, magic city, I have the whole world. Once and again, I thank you for that.

Beloved London, you make me crazy but at same time, you make me stronger. You make me a dreamer!

No matter what happens, tomorrow is gonna be always another day.
But just for you to know Im still waiting for your flowers.

Love,

me

02.05.2016

HydePark

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