Mês: agosto 2016

Mãedrasta – Feliz de Mim

 

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Ela é virginiana e eu sou aquariana.

Ela me ensinou a fazer planilha de viagem e a guardar dinheiro.
Já me viu chegar em casa depois de alguns-muitos-copos de vodka e guardou o silêncio.
Já me viu, também, chorar por causa de namorado, me deu colo e conselhos.
Ela me enche de presentes e carinho.
Dividimos todos os chocolates e segredos.
Conhece meus humores e meus limites.
Tolera minhas chatices.
E sabe o que me faz sorrir.
Fala as verdades na lata, mesmo que eu não goste, para que eu me machuque menos.
Segura minhas loucuras, mesmo que de longe. Não ignora um grito meu.
Eu vi escorrer lágrimas em seus olhos quando eu saí de casa.
Eu senti a verdade em suas palavras.
Espero que sinta nas minhas.
Isso é amor. Somos família.

Hoje, no seu dia, o presente é meu. Das escritas tortas da vida, que bom que você nos escolheu!

Happy One Year!

Remember
All the butterflies inside your belly, the nervous shaking your body anx your heart.
Remember
How you tried to skip their eyes so they couldnt see you cry.
Remember
All the word from those you love , the red eyes for crying a lot and the goodbye;
Remember
The expected days, the anxiety for freedom and the sunset in the most beautiful landscape?
And all the good wines…
Remember
When you felt fear, you looked back wishing to go back home;
Remember
The awake nights, changed days and tears at dawn.
The thorns, the cold and the darkness.
How many tickets flight you bought mentally just to relieve the pain and to say to yourself: I can go back whenever I want.
But, every sunrise looking out the window you used to say: I decided to stay one more day.
Remember?
When you felt ungrounded, felt homeless, comfortless…But not without friends.
When loneliness made you write and leave. When the sadness go away everytime you listened: “Im here.”
Remember
How terrible you felt when you served a plate and cleaned the floor?
But you felt the richest woman when you laid in the garden in front of the Royal Palace.
Remember
When the offense hurt but you magnified; When the distance cried but made you stronger. When the longing and love joined for you.
When “Home” was there and, now, is already here.
Remember?
The passport in your hands, your money in your banck account and your achieved independence.
The achievements and discoveries; the woman who you were and the one who the mirror reveals today.
All the laughs, the parties, the hughs…
Who would say that. Remember?
Happy one year of adult life around the world!
Yes, I remember. Thank you!
🙂
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Feliz 1 ano!

Lembra
Das borboletas no estomago
Do nervoso no corpo e a tremedeira do coração;
Lembra
Como tentou desviar seu olhar para que eles não a vissem chorar;
Lembra
Das palavras daqueles que você ama, dos olhos vermelhos e do adeus.
Lembra
Dos dias contados, a ansiedade pela liberdade e do Por do sol em uma das paisagens mais lindas;
E dos melhores vinhos…
Lembra
Quando sentiu medo, olhou para trás e quis voltar;
Das noites em claro, dos dias trocados e madrugadas a chorar.
Dos espinhos, do frio e do escuro.
Quantas passagens aéreas compradas mentalmente para aliviar a dor e dizer para você mesma: eu volto quando eu quiser.
Mas a cada nascer do sol, olhava pela janela e dizia: decidi ficar mais um dia.
Lembra?
Quando sentiu-se sem chão, sem casa, sem colo…Mas não sem amigos.
Quando a solidão lhe fez escrever e sair;quando a tristeza ia embora a cada vez que escutava: “estou aqui.”
Lembra
Quando sentiu-se a ultima pessoa do mundo ao servir pratos e limpar chão. Mas sentiu-se a mulher mais rica quando deitou no jardim de frente ao palácio da rainha.
Lembra
Quando a ofensa doeu, mas engrandeceu; quando a distancia chorou, mas fortaleceu; quando a saudades e o amor uniram-se por você.
Quando o “lar” ainda era lá e, hoje, já esta do lado de cá.
Lembra?
Do passaporte na mão, o seu dinheiro em conta e a independência alcançada.
Das conquistas e descobertas, da mulher que era e a que hoje o espelho revela.
Das risadas, das festas, dos abraços…
Quem diria. Lembra?
Feliz um ano de vida adulta pelo mundo!
Sim, eu lembro. Obrigada!
🙂

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Tardes de Sol

Madrid nao ha praia mas ha sol. Improvissamos nossas cangas na grama do parque e comecamos a soltar os pensamentos silenciosos.

Pergunto-me ate quando teremos essas conversas sem fim sobre amor e relacionamento.

-É simples amiga, ou ele gosta ou nao gosta. Ou quer ou nao quer, nao ha meio termo e tenho que aceitar que ele nao gosta e nao quer, senao ja teria me ligado.

-Muita calma nesse roteiro inventado, amiga. Voce nao sabe o que esta passando no dia dele para garantir isso. Nao temos como controlar ninguem.

-Nao ha romantismo, Amanda, sejamos sincera. Quando o cara quer ele vem atras. Mas é assim mesmo né,  alem de amar queremos ser felizes,  ja dizia Nelson Rodrigues. Mas eu morro de ciumes.

Nossos discursos prontos e tao erradamente certos tomam conta das nossas tardes de sol. Com livros debaixo dos bracos, reconhecemos nos mesmas em cada texto que lemos. Sabemos que nao ha respostas concretas, mas a discusao com Madrid de cenario torna tudo mais romantico.

-Nao, definitivamente eu nao quero destruir nenhuma relacao, mas eu adoro estar apaixonada por ele. Nao espero nada, mas que me arranca o sorriso arranca! E calma hein amiga, calma que o cara liga!

– Eu so queria que ele fosse mais carinhoso, é pedir muito?

Passam-se as horas e parecemos Martha Medeiros e Hilda Hilst em uma conversa sem fim.

Ate que ocelular vibra.

– Amanda, é ele!!!

Sorriso no rosto e todo aquele discurso esquecido. Pronto, agora o coração estara sossegado pelas proximas horas. Mas sabemos que amanha, sera tudo de novo.

Ah o amor…

Holá Madrid, estava com saudades!

E seguimos adelante.

To the Sea

A year ago I sat in front of you without a voice to describe what I was feeling. Your waves read my silence. I put my feet to kiss you, ask for your blessing and permission to cross you.

I cried because I knew how much would miss you. But I had to follow. I crossed  and I went to live in one of the most beautiful and colorful landscape- Firenze. Shortly after, I fell in the middle of buildings and noises-.London.

Between the cold and the flowers, I never wanted someone so much as I wanted you. I counted the days to the sun and for the summer. For the holidays and for the day I would ne free to go after you. If I need to quit or run out of money, no longer mattered. To run away was what I needed.

So we met. We smiled. My feet kissing your lips again. Feeling you as before. Tweenty days ago. The same ocean. The same Atlantic. A new woman, and this time, on this side. Eight thousand kilometers, what have you got to tell me these coldest and European waves.

I know. I know all that I wish and I pray to you. All I do not want and I throw into you. For your depths, all the tears that hurt and sorrow. For me, your salt that cleans. Your good energy. My God! As I needed!

It may sound corny and even ridiculous, but when you are in the cold and in the dark for months, meeting with the sea- which to me is life-becomes essential as the air we breathe.

Life. This is it. I needed to feel that I am. Alive.

Thank you. For allowing me to cross all those kilometers, thank you. For opening the way for me. For making me vibrate. It was just what I needed to be reborn. Sun and sea.

Here I say goodbye again. The same tears and the same desires. The miss but renewal. We see you soon, next summer. But over there, that side, where it all began.

To Portugal, for those beautiful days, all my love. And to the Sea all my respect and my heart.

With your blessing nothing is in vain.

Ao Mar

Há um ano eu sentava de frente para você sem voz para descrever o que sentia. Suas ondas leram meu silêncio. Coloquei meus pés para você beijar, pedi sua benção e licença para te atravessar.

Chorei, pois eu sabia a saudades que eu sentiria. Mas eu precisava seguir. Atravessei e fui morar em uma das paisagens mais lindas e coloridas- Firenze. Pouco depois, caí em meio a prédios e buzinas- Londres.

Entre o frio e as flores, nunca desejei tanto alguém, como desejei você. Contei os dias para o Sol e para o verão. Para as férias e o dia em que eu meu libertaria para ir ao seu encontro. Se eu precisaria pedir demissão ou ficar sem dinheiro, já não importava. Sair dali era o que eu precisava.

Então nos vimos. Sorrimos. Meus pés de encontro aos seus lábios, mais uma vez. Sentir você como antes. Há 2o dias nos reencontramos. O mesmo oceano. O mesmo Atlântico. Uma nova mulher e, dessa vez, do lado de cá. Oito mil kilometros, o que será que tens para me contar nessas ondas mais geladas e europeias.

Eu sei. Eu sei tudo o que eu desejo e peço à você. Tudo o que eu não quero e jogo para dentro de você. Para suas profundezas todas as lágrimas que machucam e tristezas. Para mim, seu sal que descarrega e lava. Suas boas energias. Meu Deus! Como eu precisava!

Pode parecer piegas e até ridículo, mas quando encontra-se no frio e no escuro por meses, o encontro com o mar- que para mim representa vida- torna-se essencial como o ar que se respira.

Vida. É isso. Precisava sentir que estou. Viva.

Obrigada. Por ter permitido que eu travessasse todos esses kilômetros, obrigada. Por ter aberto os caminhos para mim. Por me fazer vibrar. Era só o que eu precisava para renascer. Sol e Mar.

Aqui despeço-me mais uma vez. As mesmas lágrimas e os mesmos desejos. A saudades mas, a renovação. Nos veremos em breve, no próximo verão. Daquele lado de lá, onde tudo começou.

Á Portugal, pelos dias lindos, todo o meu amor. E ao Mar meu respeito e meu coração.

A sua benção e nada é em vão.

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