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Madrid nao ha praia mas ha sol. Improvissamos nossas cangas na grama do parque e comecamos a soltar os pensamentos silenciosos.

Pergunto-me ate quando teremos essas conversas sem fim sobre amor e relacionamento.

-É simples amiga, ou ele gosta ou nao gosta. Ou quer ou nao quer, nao ha meio termo e tenho que aceitar que ele nao gosta e nao quer, senao ja teria me ligado.

-Muita calma nesse roteiro inventado, amiga. Voce nao sabe o que esta passando no dia dele para garantir isso. Nao temos como controlar ninguem.

-Nao ha romantismo, Amanda, sejamos sincera. Quando o cara quer ele vem atras. Mas é assim mesmo né,  alem de amar queremos ser felizes,  ja dizia Nelson Rodrigues. Mas eu morro de ciumes.

Nossos discursos prontos e tao erradamente certos tomam conta das nossas tardes de sol. Com livros debaixo dos bracos, reconhecemos nos mesmas em cada texto que lemos. Sabemos que nao ha respostas concretas, mas a discusao com Madrid de cenario torna tudo mais romantico.

-Nao, definitivamente eu nao quero destruir nenhuma relacao, mas eu adoro estar apaixonada por ele. Nao espero nada, mas que me arranca o sorriso arranca! E calma hein amiga, calma que o cara liga!

– Eu so queria que ele fosse mais carinhoso, é pedir muito?

Passam-se as horas e parecemos Martha Medeiros e Hilda Hilst em uma conversa sem fim.

Ate que ocelular vibra.

– Amanda, é ele!!!

Sorriso no rosto e todo aquele discurso esquecido. Pronto, agora o coração estara sossegado pelas proximas horas. Mas sabemos que amanha, sera tudo de novo.

Ah o amor…

Holá Madrid, estava com saudades!

E seguimos adelante.

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