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Lembra
Das borboletas no estomago
Do nervoso no corpo e a tremedeira do coração;
Lembra
Como tentou desviar seu olhar para que eles não a vissem chorar;
Lembra
Das palavras daqueles que você ama, dos olhos vermelhos e do adeus.
Lembra
Dos dias contados, a ansiedade pela liberdade e do Por do sol em uma das paisagens mais lindas;
E dos melhores vinhos…
Lembra
Quando sentiu medo, olhou para trás e quis voltar;
Das noites em claro, dos dias trocados e madrugadas a chorar.
Dos espinhos, do frio e do escuro.
Quantas passagens aéreas compradas mentalmente para aliviar a dor e dizer para você mesma: eu volto quando eu quiser.
Mas a cada nascer do sol, olhava pela janela e dizia: decidi ficar mais um dia.
Lembra?
Quando sentiu-se sem chão, sem casa, sem colo…Mas não sem amigos.
Quando a solidão lhe fez escrever e sair;quando a tristeza ia embora a cada vez que escutava: “estou aqui.”
Lembra
Quando sentiu-se a ultima pessoa do mundo ao servir pratos e limpar chão. Mas sentiu-se a mulher mais rica quando deitou no jardim de frente ao palácio da rainha.
Lembra
Quando a ofensa doeu, mas engrandeceu; quando a distancia chorou, mas fortaleceu; quando a saudades e o amor uniram-se por você.
Quando o “lar” ainda era lá e, hoje, já esta do lado de cá.
Lembra?
Do passaporte na mão, o seu dinheiro em conta e a independência alcançada.
Das conquistas e descobertas, da mulher que era e a que hoje o espelho revela.
Das risadas, das festas, dos abraços…
Quem diria. Lembra?
Feliz um ano de vida adulta pelo mundo!
Sim, eu lembro. Obrigada!
🙂

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