Mês: julho 2017

Todo va a ir bien ( Everything is gonna be all right)

“No tengas miedo…Todo va a ir bien!”

I “clung” to your words and, smiling, I threw myself off another cliff. Without seeing and knowing that what pushed me was myself. I created a thousand things to convince myself that moving city was the best option. Good actress that I am, I strongly believed in my own creations and jumped. Again. The third time.

Moving home, city is an internal mutilation and I have been mutilating myself for two years. Third language and I think my brain at some point, will ‘turn of’. It is too early to talk about joys and sorrows. At first sight everything is beautiful and seems eternal. Like love. The daily living togheter is what shows whether there is life there or not. This relationship, depending on it, can kill any feeling and different ways of love.

Madrid did so much that it “won” me. It played unfairly against London when it put its light and Sun on. So latin am I. I surrendered me easily and, not wanting to ruin my feelings for London, I preferred to leave. I mutilated myself. It seemed more sensible. I confess I didn’t know I would feel such a big impact.

I closed my eyes and my suitcases. I got what I needed and I let it go. I closed my heart and I got deaf to screams and advice. I did not want to see the tears and I did not let them run. I pretended tranquility when inwardly there was a whirl of emotion. I wished a thousand hugs and more, I wished that someone had made the decision for me because taking on certain responsibilities weigh twice my suitcases.

“But the girl-woman-likes change!”

Ah! I really like that. The gypsy’s side applauds and comes when everything turns gray and looks the same. The taste for the challenge, for everything new again, yet lazy. Feel in check and forced to reinvent.
What this woman -girl-does not know, yet, is to deal with the size of this wing she possesses. Clean up the mess of the room and soul without pain, no questions asked. Organize what is reality and illusion. Simply being and living. To accept that, all this, deep down, is what counts in her life. At this moment.

Todo va a ir bien…

Your words … Those that were so exact when I needed them, are my little daily mantra of good … And when it seems regretful, I will know that its only miss it!

As long as I want … Only while I want.

Hola Madrid… May it be light and have Peace.

Todo va a ir bien

“No tengas miedo…Todo va a ir bien!”

Me agarrei em suas palavras e, sorrindo, me atirei de mais um precipício. Sem enxergar e sabendo que o que me empurrava era eu mesma. Criei mil coisas para me convencer de que mudar, era a melhor opção. Boa atriz que sou, acreditei fortemente em minhas próprias criações e saltei. Outra vez. A terceira vez.

Mudar é uma mutilação interna e eu tenho me mutilado há dois anos. Terceiro idioma e penso que meu cérebro em algum momento vai desligar. Ainda é muito cedo para falar sobre alegrias e tristezas. Á primeira vista tudo é belo e parece eterno. Como o amor. A convivência diária é que mostra se ali há vida ou não. Essa tal de convivência, dependendo, pode matar qualquer sentimento e forma de amar.

Madrid tanto fez que me ganhou. Jogou baixo com Londres quando colocou sua luz e seu calor em questão. Latina eu. Rendi-me facilmente e, não querendo estragar meus sentimentos por Londres, preferi me retirar. Me mutilar. Pareceu mais sensato. Confesso não imaginava que sentiria tamanho impacto.

Fechei os olhos e as malas. Guardei o que coube e desapeguei. Calei o coração e fiquei surda diante de gritos e conselhos. Não quis ver as lágrimas e nem permiti que elas escorressem. Fingi tranquilidade quando internamente estava um turbilhão de emoção. Eu desejei mil abraços e mais ainda, desejei que alguém tivesse tomado a decisão por mim. Porque assumir certas responsabilidades pesam o dobro das minhas malas.

“Mas a menina-mulher- gosta de mudança!”

Ah! Isso eu gosto mesmo. O lado cigano aplaude e surge quando tudo fica cinza e igual. O gosto pelo desafio, pelo tudo novo de novo, ainda que preguiçoso. Sentir-se em xeque e obrigada a se reinventar. O que essa mulher-menina- não sabe, ainda, é lidar com o tamanho dessa asa que ela possui. Arrumar a bagunça do quarto e da alma sem dor, sem perguntas. Organizar o que é realidade e ilusão. Simplesmente ser e viver. Aceitar que, tudo isso, no fundo, é o que vale em sua vida. Nesse momento.

Porque todo va a ir bien…

Suas palavras…Elas que foram tão exatas quando eu precisei, são meu pequeno mantra diário do bem… E quando parecer arrependimento eu saberei que é só saudades!

Enquanto eu quiser…Só enquanto eu quiser.

Hola Madrid…Que seja leve e que tenha Paz.

IMG_7252 (1)

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén