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Mãedrasta – Feliz de Mim

 

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Ela é virginiana e eu sou aquariana.

Ela me ensinou a fazer planilha de viagem e a guardar dinheiro.
Já me viu chegar em casa depois de alguns-muitos-copos de vodka e guardou o silêncio.
Já me viu, também, chorar por causa de namorado, me deu colo e conselhos.
Ela me enche de presentes e carinho.
Dividimos todos os chocolates e segredos.
Conhece meus humores e meus limites.
Tolera minhas chatices.
E sabe o que me faz sorrir.
Fala as verdades na lata, mesmo que eu não goste, para que eu me machuque menos.
Segura minhas loucuras, mesmo que de longe. Não ignora um grito meu.
Eu vi escorrer lágrimas em seus olhos quando eu saí de casa.
Eu senti a verdade em suas palavras.
Espero que sinta nas minhas.
Isso é amor. Somos família.

Hoje, no seu dia, o presente é meu. Das escritas tortas da vida, que bom que você nos escolheu!

Happy One Year!

Remember
All the butterflies inside your belly, the nervous shaking your body anx your heart.
Remember
How you tried to skip their eyes so they couldnt see you cry.
Remember
All the word from those you love , the red eyes for crying a lot and the goodbye;
Remember
The expected days, the anxiety for freedom and the sunset in the most beautiful landscape?
And all the good wines…
Remember
When you felt fear, you looked back wishing to go back home;
Remember
The awake nights, changed days and tears at dawn.
The thorns, the cold and the darkness.
How many tickets flight you bought mentally just to relieve the pain and to say to yourself: I can go back whenever I want.
But, every sunrise looking out the window you used to say: I decided to stay one more day.
Remember?
When you felt ungrounded, felt homeless, comfortless…But not without friends.
When loneliness made you write and leave. When the sadness go away everytime you listened: “Im here.”
Remember
How terrible you felt when you served a plate and cleaned the floor?
But you felt the richest woman when you laid in the garden in front of the Royal Palace.
Remember
When the offense hurt but you magnified; When the distance cried but made you stronger. When the longing and love joined for you.
When “Home” was there and, now, is already here.
Remember?
The passport in your hands, your money in your banck account and your achieved independence.
The achievements and discoveries; the woman who you were and the one who the mirror reveals today.
All the laughs, the parties, the hughs…
Who would say that. Remember?
Happy one year of adult life around the world!
Yes, I remember. Thank you!
🙂
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Feliz 1 ano!

Lembra
Das borboletas no estomago
Do nervoso no corpo e a tremedeira do coração;
Lembra
Como tentou desviar seu olhar para que eles não a vissem chorar;
Lembra
Das palavras daqueles que você ama, dos olhos vermelhos e do adeus.
Lembra
Dos dias contados, a ansiedade pela liberdade e do Por do sol em uma das paisagens mais lindas;
E dos melhores vinhos…
Lembra
Quando sentiu medo, olhou para trás e quis voltar;
Das noites em claro, dos dias trocados e madrugadas a chorar.
Dos espinhos, do frio e do escuro.
Quantas passagens aéreas compradas mentalmente para aliviar a dor e dizer para você mesma: eu volto quando eu quiser.
Mas a cada nascer do sol, olhava pela janela e dizia: decidi ficar mais um dia.
Lembra?
Quando sentiu-se sem chão, sem casa, sem colo…Mas não sem amigos.
Quando a solidão lhe fez escrever e sair;quando a tristeza ia embora a cada vez que escutava: “estou aqui.”
Lembra
Quando sentiu-se a ultima pessoa do mundo ao servir pratos e limpar chão. Mas sentiu-se a mulher mais rica quando deitou no jardim de frente ao palácio da rainha.
Lembra
Quando a ofensa doeu, mas engrandeceu; quando a distancia chorou, mas fortaleceu; quando a saudades e o amor uniram-se por você.
Quando o “lar” ainda era lá e, hoje, já esta do lado de cá.
Lembra?
Do passaporte na mão, o seu dinheiro em conta e a independência alcançada.
Das conquistas e descobertas, da mulher que era e a que hoje o espelho revela.
Das risadas, das festas, dos abraços…
Quem diria. Lembra?
Feliz um ano de vida adulta pelo mundo!
Sim, eu lembro. Obrigada!
🙂

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Um caso de Amor: Portugal

Algumas pessoas não entendem o meu amor por Portugal. Sempre que comento sobre isso, escuto que é mais um país de terceiro mundo, a parte “ruim” da Europa onde não há nada.

Recentemente escutei: “Lisboa parece a Praça da Sé, em SP.” Em tom de crítica. Ora, mas é claro que a nossa Sé tem muito de Lisboa afinal, eles-os portugueses- colonizaram o nosso país. Aliás, as semelhanças vão além da Sé. Vemos muito de Portugal em cada pedacinho do nosso Brasil.

Mas a verdade é que Lisboa é muito mais do que semelhanças com o nosso país e, Portugal é muito mais do que Lisboa. Do Porto à Algarve come-se muito bem, ama-se intensamente e tens uma das visões mais lindas do mundo.

Eu gostaria de escrever algo mais intenso e profundo sobre Portugal que eu tanto adoro e não canso-me de visitar. Mas, cada vez que penso nesse lugar, eu penso nas palavras de Fernando Pessoa em seu poema ‘Mar Português’. Nada define melhor essa terra do que as expressões de Pessoa.

Então, para não encher esse texto de escritas baratas, peço licença ao Senhor Pessoa e faço de seus sentimentos os meus. Tudo vale a pena se a alma não é pequena!

Sim! E a cada dia que passa eu tenho mais certeza disso, seja onde for. Há sempre algo de bom e positivo em cada canto e cada dia, mesmo naqueles em que você pensa: ‘Não deveria ter acordado hoje…”

Deveria sim, o Universo precisa de nós! Fazer tudo valer a pena alimenta a alma e a faz maior.

Obrigada Senhor por esse pequeno e simpático pedaço de terra que, um dia, colonizou um dos maiores territórios que existe. E, entre problemas e defeitos, nos deixou boa cultura, boa culinária e nos permitiu ser alguém.

Obrigada por Portugal que faz-me sentir-me em casa.

Do cinza de Virgínia às cores de Garcia

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“Eu sou um coração batendo no mundo.”

Assim falou Clarice Lispector. E assim ela me definiu e eu fui mais além. Por ser um coração batendo no mundo, como ela, quero poder palpitar em todos os cantos, fronteiras e oceanos. Coberta por diferentes idiomas, culturas, pessoas, cores, paladares e amores. A liberdade artística que desenha meus dias é a mesma liberdade que me assusta e me prende.

Sou refém de mim mesma e assim, totalmente sem controle e limites. Para que? Existe algo melhor do que acordar sem saber o que irá fazer?

“Mas quanto tempo durará, até onde você irá…”

Não sei e que bom! Eu só sei que quero leveza para viver. Leia e entenda: Viver e não sobreviver.

Há uns dias fui de Virgínia Woolf à Federico Garcia Lorca. Cruzei as fronteiras, sobrevoei o oceano, saí da ilha cinza e fui de encontro à paz espiritual que precisava. Mais do que descansar o corpo, descansei a alma. Reencontrei o Sol que não via há semanas; O céu azul e suas cores…Madrid tem cores! As árvores com folhas e as pessoas dizendo Holá! Sim, elas falam com você!

Madrid. Eu que sou tão Barcelona fui enamorar-me de você.

“Apaixone-se sem medo, pois Madrid permite isso!”

Escutei de um amigo. Já estava entregue. Apaixonei-me por cada passo que dei. Pela cidade plana e caminhadas incansáveis. Pelos seus monumentos e praças. Pelo seu futebol e sua culinária. Pelo seu flamenco e sua música. Apaixonei-me pela possibilidade de poder estar ali a hora que eu bem entender. Esse tal passaporte europeu é mesmo muito interessante deu mais asas à minha liberdade.

Ah! O doce sabor de poder estar onde quiser…Que perigo!

No segundo dia tive a certeza de que não voltaria à Londres. Mandaria buscar minhas malas ou simplesmente deixaria tudo para trás. Minhas loucuras precipitadas. Mas faço tudo em nome do meu prazer. Pago o preço que for pelo meu bem estar, para viver em um lugar que não me machuque. Para encontrar meu lugar no mundo. E o valor é alto.

Mas afinal, pergunto-me, qual é o nosso canto no mundo? Como saber? E porque essa gana de ir atrás desse “tal canto no mundo”? Até que ponto vale fazer as malas e simplesmente “vazar”.

Coloco meu coração na forca diariamente em busca dessa resposta pois, esse sentimento, é o que faz-me sair por aí feito uma cigana. Eu não me importo, já que pertenço ao mundo. E de tanto sentir-me tão parte dele, sinto que consigo viver-ou sobreviver-onde quer que eu pouse. Isso pode ser muito bom mas, ao mesmo tempo, não. Depende do humor com que acorda.

Ás vezes penso que não pertenço a lugar nenhum de tanto pertencer a todos. Cansei de forçar a barra com Londres e tentar fazê-la ser o meu lugar. Já sei que não é, já entendi isso. Eu moro aqui, mas não é minha “casa”. Ainda, talvez. E Madrid mostrou-me isso. Com seus olhos desembaçados e de ternura fez-me enxergar onde eu não alcançava mais.

Amei em seus braços calientes e dos espanhóis. Estes cumprimentam, não esbarram e olham nos olhos. Fui pega no colo e recarreguei o coração. Revi amigos queridos e escutei que não estou sozinha. Se eu digo que sinto saudades eles entendem, pois também sentem. O dia abriu-se para os meus 31 anos começarem com o pé direito e cheio de novas possibilidades.

“De Madrid ao Céu!” Como dizem os madrilenhos.

Sim! Seus ares aqueceram-me e tudo voltou a ficar claro. O preço alto- de toda dor, dúvida, medo, saudades, amor- Continua valendo á pena pagar.

Sou do mundo. Sou de Londres, de Madrid, de Brisbane…De todos os lugares. De onde eu quiser ser!

Leve. Agora eu já sei. Mas essa história fica para outro dia.

Muchas Gracias Madrid!

Você foi o melhor presente que eu poderia ter recebido nesse aniversário!

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Refletir na Fé e no Amor

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Meu final de semana foi assim, sob chuva, friozinho, sofá, um bom livro, filme e muita reflexão. O café da manhã ao som de músicas que me remetem boas lembranças. Por hora, no lugar das lágrimas, sorrisos. Mais confiança, menos medo. Novas ideias e me preparando para o que vier.

Há espaço para tudo quando se tem apenas suas reflexões. Sair de casa, muitas vezes, é sinônimo de adiar pensamentos. Quando não se tem essa possibilidade, deve encará-los. Não há terapia mais profunda do que se olhar no espelho, fazer suas contas, revirar do avesso mais uma vez. E mais outra vez. Sinto uma necessidade, cada vez maior, de mim mesma. Não sei se é independência ou uma forma de adaptação. O sabor amargo de saber estar sozinha. Tudo bem, eu já provei venenos piores.

Não é dor, não. É que pode te levar para um lugar onde não conhecia. Pode acessar um canto que estava bem quando não era acessado, não precisava abrir aquela gaveta. Mas abriu. Saíram outras preocupações, novas soluções e, também, boas lembranças. Elas, que me matam de saudades me fizeram sorrir tanto nesse final de semana. Ignorei tudo o que escutava a minha volta, deixei apenas, elas.

Nelson Rodrigues disse, um dia: “O simples fato de pensar em alguém com amor significa uma felicidade!”

Sim! Então eu me enchi de felicidade nesses últimos dois dias, pois não faltou amor em minhas lembranças. Não faltou amor por você. Não escorreu uma lágrima e não houve um aperto no peito. Mas as mais deliciosas lembranças e pensamentos do tipo: “O que estará fazendo agora…?” Enquanto você acordava, eu pensava. Enquanto você conversava, eu cantava. Enquanto você esquecia, eu amava.

Outono e suas viradas. Fez-me bem. Refletir. Perspectivas, a próxima página, o próximo capítulo. Pensamentos positivos proporcionam sonos mais leves. Deixe estar um pouco mais.

Rosa Amarela

Hoje, Segunda-Feira, dia 12 de Outubro. Dia de Nossa Senhora Aparecida. Dia das Crianças. 49 dias de Itália.

Que a Senhora continue olhando por nossos corações e caminhos. E que nunca me falte Fé para seguir.

Buongiorno!

 Nossa Senhora Oxum 

 

 

 

Autunno e il colori…

Todos os dias, quando acordo, olho para meu celular para ver se há alguma ligação perdida do oficial da Commune. É uma apreensão diária, se eu não mantenho a mente ocupada, me perco em meio a angústia. Quando eu vim pra cá imaginava que seria mais rápido. Claro, o ser-humano e suas ilusões. Mas acontece que estou em uma corrida contra o tempo, envolvendo dinheiro, propostas em outros cantos e tudo amarrado a esse documento. Simples, porém, valioso.

Vontade de gritar ao mundo: Ei! Io sono una Italiana! Il mio diritto! Mas não funciona assim. E eles não parecem se importar.

Não precisa muito para o pensamento ir longe, nessas horas. Basta reparar uma árvore de folhas amarelas, que caem a cada segundo, me lembrando que é Outono!

Ah! O Outono! Chegou elegante e discreto, como as notas de Vivaldi. Chegou cheio de romantismo, mudando o guarda-roupa e a cor do céu. Este, que tem variado entre o azul, com um Sol tímido e o cinza, com ventos fortes e chuva. É, Senhor Outono, feito um Lord de casacos longos, me enche os olhos de amor!

Suas folhas secas, amareladas, caindo pouco a pouco, são o começo da renovação de dias já vividos. O passo para o renascimento. Minha espera, que parece tão longa, virou uma Estação. A minha Estação. Enquanto escuto amigos e familiares falando em calor de 40 graus, no Brasil, aqui começo a desfilar meus lenços, botas e chapéus.

Na alegria de viver minha Estação preferida duas vezes no mesmo ano, peço que essa mesma alegria, acalme o que me aperta o peito. Que essas novas cores sejam minhas novas inspirações.

Bem-Vindo, Senhor Outono! Estou aberta para você!

 

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