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15 months later…

It took me longer than I would like to put into words the feeling of 15 months later.

It will be difficult to speak of the different because the same is still here.

We still discuss the same things, in the same intonations and the same speeches. We use the same arguments for solutions and the same complaints. Now we believe more in God and in the spiritual, but also, we are tired of the same old ‘sameness’. Contradictory? No, just the same days of our lives. But dont worry, we still love each other.

The city is sadder- still noisy and crazy- but at least this year won a Christmas tree in the main park. You know, we citizens deserve a little hope, and these lights make us feel good. I’m glad the Mayor had thought about it this year. However, of course, none of this erases the current moment of our country. We are all – and I mean EVERYONE – in the same boat and the same crisis. My Brazil is down. I hope I can make him smile a little.

December continues to be the month that swallows us between Christmas and New Year. Emotions jump out of you, like clothes falling out of the suitcase. They seem to try to escape. And they jump like that, all at once, in despair. And when you realize you say what you should not, listen to what you did not want to, and smile at the end. Yeah, few things time really do not change it.

I have not yet met all the friends I would like, although I have declared myself to each one. I still have not eaten everything I wanted but my bed hugged me like if I was still a child. My room, thanks God, remains the best place in the world. And my dogs? Ah! Dear Ones! These do make me feel at home every day! Dogs never forget you.

The heat has not changed, either! Too hot, but I do not complain, because the Queen’s land is too cold and here the Latin skin recognizes itself a little bit more. Welcome home, Amanda! 40 C!

The streets are the same, but the security’s hair is different. He is more modern, I like it! I recognized good ways and saw new restaurants around. The chats of some friends are very mature: they talk about marriage and school for their children. Fear! But there are still those with whom we drink wine and laugh at our delicious lack of maturity when we remember a few months back.

I love my diversity.

I must confess I expected changes. I was hoping for some evolution, perhaps. But the truth is that the biggest change is me. So much remains the same or indifferent because Im looking from another side. Not in the bad sense. But I grew up. Like a giant. I know this place will always be mine. Parent’s house is untouchable, including the bedroom. But internally there is anything that does not fit.

I got off those conversations. I got off the streets. I got off the couch. I do not know anything else about what’s on TV or about the new songs. It’s my house but, at the same time, its just one more place in Earth. And that’s fine. It is light to know that this refuge will always be here for me. Family feelings. Comfort. Love.

15 months really got me out of the place. And really made me a new person.
I hope they understand if I fail to meet certain expectations and joys. If, on a case, I smile less and prefer to isolate myself. But it is that meet my expectations is already too difficult. And staying at home, doing nothing, sometimes, is all what I want and need.

What I want not what I need

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Feliz- mais um dia normal- Natal!

Desde os meus 5 anos de idade eu divido meu Natal em dois. E sempre cumpri muito bem esse papel, desde então. A cada dezembro que se aproximava minha preocupação era uma só: “Com quem eu passarei esse ano”. Claro, havia a ansiedade para os panetones e presentes mas, eu era consciente demais da minha função naquele evento, para me distrair com o resto.

Isso é ser filha de um divórcio. Aprender a dividir tudo desde cedo. Assim como o Natal, todos os outros feriados e até aniversários. Mas esse tal de 25 de dezembro carrega uma religiosidade muito séria e, como descendente de família cristã, nunca foi algo simples de ignorar. Quando as comemorações aconteciam na casa dos avós, com primos e tios, ficava mais fácil. Mas sempre havia a ligação, no meio da madrugada, para aquele que ficou em outro canto. Nunca tinha os dois juntos.

Então vieram as famílias novas e agregadas. Esposa e namorado. Novas casas e outros bairros. As crenças eram as mesmas tudo muito tradicional. Mas nem sempre a distribuição da mesa agradava. Meu Natal tornava-se um roteiro a ser seguido. Tudo bem, contanto que eu estivesse sorrindo. Era só o que eles faziam questão. Da presença dos filhos- eu e meu irmão- e de nossos sorrisos. Eu enxergava mais além. Eu dava o que eles queriam sabendo que cumpria uma missão.

“Sorria. Seja educada. Diga as palavras mágicas! Não grite e mastigue de boca fechada!”

“Sim, pode deixar!”

Com tão pouca idade eu já era bem dirigida. Não poderia ter me tornado outra coisa na vida que não atriz e escritora. Merecia um Oscar por cada interpretação. E posso dizer que sim, eu era adorável!

Não havia sofrimento ou tristeza. Haviam observações. E era muito divertido perceber como eles-pais- precisavam tanto de nós- filhos- naquele momento. Como era importante nos deixarem felizes principalmente no Natal.

Por tudo isso passei a enxergar essa data como “apenas mais um dia” mas, carregava a obrigação em vê-los bem. E como nada está sob nosso controle, a cada pequena frustração, vinha a gastrite. Eu cresci. A escolha passou a estar cada vez mais em minhas mãos. A “simples” data voltava a pesar. Agradava a todos e esquecia de me agradar.

“Pequena menina. Natal é apenas uma data normal. Para muitos, não significa nada. Depois que você dormir, acordará e tudo estará igual. É apenas um dia. Não sofra!”

Há 10 anos, quando morava na Austrália, passei meu primeiro Natal sozinha. E, pela primeira vez, eu não precisei escolher nem um e nem outro; Pela primeira vez eu não precisei me preocupar com roteiros, sorrisos e vestido novo. Eu não tinha escolha, só havia um lugar para estar e era ali. Não havia outra pessoa para compartilhar além de mim mesma. Eu lembrei do conselho e do mantra de vida: É apenas uma data! Seja com chester ou batata frita, não faz diferença. A espiritualidade está dentro de cada um, essa é a sua Fé!

Que alívio! Que sensação! Acho que eu não tinha idéia do quanto era pesado todo esse evento “Natal em família.”

Não sofri. Sobrevivi. Sorri.

Dez anos depois e, alguns Natais pelo caminho, encontro-me novamente longe da família. Dessa vez na gelada Londres e, a mesma questão.

“Amêndoa não se preocupe, é só mais um dia normal. Essa é uma facção religiosa, não dê importância aos outros, foque em você. Fique bem.”

Um dia normal. Eu sei. De fato, um dia normal, como é para os muçulmanos, indianos, judeus, ateus…E para mim!

Não é tão fácil quando se foi educada dentro dessa facção religiosa, ainda que com todo o histórico de Natal que carrego. Em uma cidade cristã, onde as pessoas adoram o Natal, estar sozinha parece pecado. Mas decidi que esse ano seria all about me. Olhar pra mim. Me escutar. Comer o que eu quiser. A hora que eu quiser. Com a música que eu quiser e, claro, rezar.

Sem me preocupar com o almoço do dia 25 que sempre vira jantar. Sem estressar com as horas falhas da minha família “torta”- mas não com menos amor. Sem precisar escolher…Porque a escolha já está feita. E como não posso estar com quem eu gostaria e deveria então, truco! Dia normal. Dia de Paz.

“Filha e como será seu Natal? Você passará com alguém ou ficará sozinha?!”

Não se preocupem. Eu tenho um Chocotone Italiano na mesa e Londres inteira está aqui. Só fica sozinho quem quer.

Mas estou chateada porque esse ano não nevou.

Feliz mais um dia normal…

Feliz Natal…E muito Amor!

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