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Folhas Secas-Feliz Vida!

 Hoje eu acordei com uma música na cabeça que eu simplesmente amo. Folhas Secas, de Nelson Cavaquinho e, interpretada maravilhosamente bem por Beth Carvalho, Elis Regina e outros grandes. Mas a voz que cantava, quando acordei, era de uma artista e amiga muito particular. E por ser um dia importante, preciso escrever sobre.

No dia 3 de Fevereiro desse ano fui convidada por um amigo para o aniversário de um músico incrível. “O que eu farei lá, eu não conheço ninguém!” “Fica tranquila, a Cibele também vai, finalmente vocês se conhecerão e as pessoas são ótimas!” Claro que eu fui, que pergunta para uma aquariana que adora uma farra!

Foi chegar na festa, trocar duas palavras com a famosa Cibele, uma cerveja…Pronto! Risadas! Amigas desde sempre! Era o que estava faltando. Foi por você confiar em mim no primeiro ‘Oi’, foi por rir até sentir dor na barriga, depois de boas taças de vinho, foi por competir uma Mousse de chocolate…Foi por dividir seu primeiro café na chaleira de boneca e seus segredos…Por ser tão presente, mesmo longe…Por tantas outras coisas mais e que ainda virão, que eu sei que você é a amiga que faltava.

É por essa sua música linda e essa sua arte de levar a vida numa boa, sempre positiva e sorrindo, que sou grata por poder dividir meus contos com você. Ainda que, atualmente, com um oceano no meio. Mas como eu gosto de dizer: temos a mesma Lua! Estamos perto.

Uma das artes de se estar longe é driblar nossos sentimentos ‘pesados’ e tristezas. Não permitir que eles tornem-se permanentes, a ponto de nos cegar para as coisas boas. Torná-los aprendizados, isso sim, é a mágica. E uma sabedoria. Deveria ser fácil, aos 30 anos, ter essa compreensão e tirar de letra. Compreensão até tenho, tirar de letra, são outros quinhentos. Mas a roda-gigante não para de girar e vamos seguindo, carregando conosco o que nos serve e, deixando pelo caminho, o que já não precisamos mais.

Passar por essas datas e emoções é inevitável. Mas poder ter a disposição a tecnologia de transmitir o que sinto e, minhas palavras escritas para o mundo e para quem eu amo, é um alívio. Mas Sentir sempre a flor da pele pode incomodar. Nesse momento, choro feito criança. Mas é como você fala: “Mendua, nós somos assim e é melhor do que ser bege!” Sim, gostamos mais do colorido!

Bele, não sei se agradeço ao Ipi ou ao Universo por ter nos apresentado. Mas Não importa, porque acredito que muita coisa é traçada e amigos, nunca são por á caso! Que seu dia seja repleto de alegrias e sorrisos, assim como você é. Que as pessoas que você ama te cerquem, mesmo algumas em países diferentes. E que a sua voz jamais se cale.

Feliz Vida! Com amor e saudades!

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E com suas “Folhas Secas”

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Artista: Cibele Codonho

Festival de Paranapiacaba-SP-Brasil

 

O Carrossel

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Lembro de uma crônica de uma das minhas escritoras prediletas, Martha Medeiros, onde ela fala sobre ‘virar a esquina errada’, seja no sentido literário ou metafórico. De fato, quem nunca virou uma esquina errada e se surpreendeu com o destino diferente?

Bom, aos 30 anos o que eu mais posso contar são esquinas que virei erradamente. Das mais chatas, onde precisei pegar mais de um ônibus para voltar e me atrasei, até as que me surpreenderam e me fizeram renovar todo um projeto.

E o que não faltam nas cidades Italianas são ruas e vielas para entrar errado e perder-se em meio aos muros antigos. Mas sempre haverá o que descobrir. A cada esquina que dobra você poderá encontrar uma doceria charmosa, uma gelateria, uma igrejinha, uma praça cheia de saídas ou uma casinha antiga, daquelas de filme que você irá olhar e pensar: “eu moraria aqui!”

Firenze não seria diferente. E em uma das minhas andanças por essa cidade encantada, a procura de uma Igreja específica, virei uma esquina errada e ganhei de presente o dia: havia chegado na Praça da Repubblica, o lugar histórico mais antigo da cidade, que eu não tinha visto no mapa, pois meus olhos visavam outro lugar. E ali, naquele espaço cheio de turistas, cheio de informações avistei um Carrossel, clássico, de Conto-de-Fadas, de mexer com as emoções de qualquer adulto. Ali, no meio da praça!

Rodava, no tempo em que a nossa vida deveria andar: leve e sem presa. Rodava, com crianças montadas nos cavalos, as menores acompanhadas de seus pais, sorrindo, mesmo naquele calor escaldante- o dia estava muito quente- sorrisos! Rodavam cores e infância por toda a parte. Que delícia poder ser criança, que delícia poder sentir isso mesmo depois de crescida, mesmo com tantas responsabilidades e preocupações, poder sentir que a vida pode ser muito mais simples.

Como o sorriso que aquele Carrossel colocou em meu rosto. Passei um tempo em frente a ele sem pensar em nada. Deixando a mente fluir. Lágrimas. Sensação de leveza. Era como se eu escutasse uma Sonata de Beethoven.

Saudades. Saudades de sonhar sem peso, saudades da infância, da magia. Em que momento perdemos isso, eu não sei, mas não devemos perder.

Gratidão, por ter me perdido com o mapa e ter ganhado o maior presente do dia, senão, até hoje, o da viagem! Tornou-se meu lugar favorito.

A esquina errada que me levou à tranquilidade que eu precisava naquele momento. Aquilo que eu senti, de frente ao Carrossel, era felicidade!

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