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Happy One Year!

Remember
All the butterflies inside your belly, the nervous shaking your body anx your heart.
Remember
How you tried to skip their eyes so they couldnt see you cry.
Remember
All the word from those you love , the red eyes for crying a lot and the goodbye;
Remember
The expected days, the anxiety for freedom and the sunset in the most beautiful landscape?
And all the good wines…
Remember
When you felt fear, you looked back wishing to go back home;
Remember
The awake nights, changed days and tears at dawn.
The thorns, the cold and the darkness.
How many tickets flight you bought mentally just to relieve the pain and to say to yourself: I can go back whenever I want.
But, every sunrise looking out the window you used to say: I decided to stay one more day.
Remember?
When you felt ungrounded, felt homeless, comfortless…But not without friends.
When loneliness made you write and leave. When the sadness go away everytime you listened: “Im here.”
Remember
How terrible you felt when you served a plate and cleaned the floor?
But you felt the richest woman when you laid in the garden in front of the Royal Palace.
Remember
When the offense hurt but you magnified; When the distance cried but made you stronger. When the longing and love joined for you.
When “Home” was there and, now, is already here.
Remember?
The passport in your hands, your money in your banck account and your achieved independence.
The achievements and discoveries; the woman who you were and the one who the mirror reveals today.
All the laughs, the parties, the hughs…
Who would say that. Remember?
Happy one year of adult life around the world!
Yes, I remember. Thank you!
🙂
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Feliz 1 ano!

Lembra
Das borboletas no estomago
Do nervoso no corpo e a tremedeira do coração;
Lembra
Como tentou desviar seu olhar para que eles não a vissem chorar;
Lembra
Das palavras daqueles que você ama, dos olhos vermelhos e do adeus.
Lembra
Dos dias contados, a ansiedade pela liberdade e do Por do sol em uma das paisagens mais lindas;
E dos melhores vinhos…
Lembra
Quando sentiu medo, olhou para trás e quis voltar;
Das noites em claro, dos dias trocados e madrugadas a chorar.
Dos espinhos, do frio e do escuro.
Quantas passagens aéreas compradas mentalmente para aliviar a dor e dizer para você mesma: eu volto quando eu quiser.
Mas a cada nascer do sol, olhava pela janela e dizia: decidi ficar mais um dia.
Lembra?
Quando sentiu-se sem chão, sem casa, sem colo…Mas não sem amigos.
Quando a solidão lhe fez escrever e sair;quando a tristeza ia embora a cada vez que escutava: “estou aqui.”
Lembra
Quando sentiu-se a ultima pessoa do mundo ao servir pratos e limpar chão. Mas sentiu-se a mulher mais rica quando deitou no jardim de frente ao palácio da rainha.
Lembra
Quando a ofensa doeu, mas engrandeceu; quando a distancia chorou, mas fortaleceu; quando a saudades e o amor uniram-se por você.
Quando o “lar” ainda era lá e, hoje, já esta do lado de cá.
Lembra?
Do passaporte na mão, o seu dinheiro em conta e a independência alcançada.
Das conquistas e descobertas, da mulher que era e a que hoje o espelho revela.
Das risadas, das festas, dos abraços…
Quem diria. Lembra?
Feliz um ano de vida adulta pelo mundo!
Sim, eu lembro. Obrigada!
🙂

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Bem Demais

Três meses de Europa. 21 dias de Londres. E nenhuma lágrima mais.

21 dias de ‘tudo novo de novo’, sem dores de estomago ou gastrites nervosas. Sem ansiedades, oscilações emocionais ou vontade de ir embora. Desses 21 dias, já são 10 sozinha. 10 dias de fogão, de faxina- na casa e na alma- de horários alternados, de dormir espalhada e acordar silenciosa.

Há muito o que fazer nessa Londres. A vida não está assim tão mansa. Mas o ar dessa cidade deixa-me tão leve que eu não tenho medo das portas que se abrirão. A sensação não é criada por mim, eu simplesmente sinto. O medo maior é pensar que está tudo bem ‘demais’. Temos esse problema na vida de não sabermos lidar com o “bem demais.” Precisamos sempre colocar um perrengue para fazer valer nossos dias.

Eu era mestre nisso. Hoje não mais. Não agora. Porque assim está bom demais!

Como disse-me uma amiga: “Era só o que faltava ter que te dar bronca por você reclamar que está tudo bem!”

É que esse sentimento pode ser muito perigoso. Nos apoiamos nele e deixamos a onda levar. E como eu disse antes: ainda há muito o que fazer nessa Londres. Decidir casa nova em alguns dias e conciliar trabalho. Seja aquele do sustento ou o sonho realizado. Tanto faz, agora. Porque o sonho maior está sendo esse: poder viver e crescer na Terra da Rainha. Sentir-me ‘alguém’ no lugar tão desejado.

Debaixo de muito frio e chuva. De dias cinzas ou de céu azul. Escrevendo de frente para a janela vendo as horas passarem. Ou batendo perna sem pressa conhecendo pessoas e lugares. Essa é a realização maior. A liberdade de estar sozinha entre essa multidão. Fazer do que poderia ser triste, uma alegria.

Três meses.

Passaram como uma ventania e parece que sempre foi assim. Eu aqui e vocês aí. Tenho a sensação de que aqui o tempo passa mais rápido. Os minutos, os segundos…Não estou apenas 2h na frente. Devo estar um ano.

E eu não desejo outra vida. Bom, desejo a Paz na Terra, claro e…Uma maneira rápida de ter as pessoas que eu amo aqui comigo. Tenho me acostumado demais com o Skype. Abraçar tornou-se um luxo. Que bom que eu posso pagar!

Obrigada Universo, por fazer de mim uma pessoa ‘adaptável’.

🙂

Namastê!

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças
―Charles Darwin

A Medicinal Firenze

Estar sozinha é uma delícia e essencial. Sozinha de tudo, para conseguir se entender e fazer seus passos a seu tempo. Ir onde quiser ir. Parar quando quiser parar. Minha semana pedia dois remédios: Um para a sinusite e outro para eliminar o estresse. Fui à Firenze matar as saudades e encontrei o que precisava. Da melhor sorveteria à minha praça predileta, perder-me entre aqueles muros é um prazer. Engordar só de olhar para as vitrines das Pasticcerias e deparar-me com pessoas bonitas. Ás vezes, o remédio está mais perto e é bem mais barato do que pensamos.

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Tirei o dia inteiro para mim. O que eu quisesse, eu me daria. Fechei os olhos, sabendo meus limites, mas queria me libertar e não me prender. Almocei um panino delicioso, com o tradicional queijo pecorino. Mas a delícia do dia, foi o melhor sorvete de todos os tempos, na melhor, mais antiga e tradicional Gelateria di Firenze! É uma parada obrigatória, há diversos tamanhos e preços, seja na casquinha, no copinho ou milk-shake. Os sabores são de enlouquecer mas, o que importa, é que você será feliz com o que escolher. Escolhi o de Biscottino, sentei do lado de fora, e o saboreei sem pressa, assistindo a vida acontecer naquela ruela italiana da cidade mais cultural. Estava livre do estresse.

Livrei-me também do mapa, o qual já aprendi a usar perfeitamente. Fui na intuição e na memória visual. Sabia que queria chegar até a Ponte Vecchio então, fui em direção à ela, porém, virando as esquinas que me chamassem primeiro. E foi em uma dessas que encontrei o segundo remédio. Uma Farmácia, com uma atendente muito simpática. Ofereceu-me o que tinha de melhor para a sinusite, sem precisar ser antibiótico com receita. Explicou-me pacientemente como usar e estava dentro do melhor preço. Viva! Agora já posso respirar!

O dia estava agradável e convidativo. Um céu de Outono com um Sol querendo ser Verão! A rua me chamava. Não poderia ter feito melhor.

Chegada na Ponte Vecchio. Uau! Um formigueiro de gente, de todas as idades, cores, idiomas, câmeras por todos os lados e aquela paisagem sendo assediada por todos nós. Vale a luta por um espaço. Valem as horas parada ali na frente, agradecendo, acima de tudo, poder estar ali. Obviamente você pode cruzar a ponte de um lado ao outro e, no trajeto, há joalherias, lojas importantes como Cartier e Rolex, uma mistura de riqueza e tradição.

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Não pensava em ficar muito por lá, quando avistei uma igreja. Por que não, certo? Sempre faz bem e o momento pedia uma oração. Chiesa Di Santa Felicita. Uma igreja da era Romana, quando Marco Aurélio era o Imperador. Minha surpresa? Uma pintura que muito me lembrou São Sebastião sendo flechado. Sabemos que foi flechado em uma árvore e sobreviveu, esse é o milagre. Mas como foi soldado Romano, ainda que a figura esteja diferente, senti que era Ele. Meu Santo! À quem eu havia feito uma oração, naquela manhã, antes sair de casa. Obrigada! Emocionada, acendi uma vela e já não estava mais sozinha. Nunca estamos.

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À caminho da minha praça predileta, a Piazza della Repubblica, aproveitei para conhecer o famoso Porquinho, que fica em uma fonte, nada grande, mas há a superstição de esfregar seu focinho e fazer um pedido! Pode-se jogar moedas, também. Bom, a essa altura, porque não! Cheguei na praça já mais de 17h, o Carrossel mágico estava acesso, ela estava cheia, vozes por todos os cantos. Ali fiquei mais um pouco, após cruzar algumas lojas conhecidas como H&M e Desigual. Estão todas nas ruas do entorno da praça.

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Caminho de volta. Vamos contornando a ponte, é sempre mais bonito. E vem o Sol se despedir. Naquele cenário, aquela luz…Fiquei. Posso pegar o ônibus das 19h, pensei. Sentei na mureta e esvaziei os pensamentos. Então, era ele apenas, o espetáculo da terra. O Pôr-do-sol em Firenze! Não poderia finalizar melhor meu dia, principalmente, porque comi um delicioso tiramissu antes de chegar na estação! Eu falei que me permitiria tudo!

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Firenze. A menina dos olhos da Itália. A cidade que eu pensei que não me conquistaria tanto, hoje, acolheu-me e tornou-se medicinal!

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Chiesa Di Santa Felicita- Piazza Di Santa Felicita

Antica Gelateria Fiorentina- Via Faenza 2a

Ponte Vecchio

Porcellino (Porquinho)- Piazza del Mercato Nuovo

Piazza Della Repubblica

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