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A vida fica mais divertida quando nos movemos

“Você já reparou que tudo o que você quer você consegue?”
Assim falou minha terapeuta antes de eu embarcar para a Itália. Seria muita ousadia minha acreditar nessas palavras mas, elas são verdadeiras. E não porque sou eu, mas porque todos somos capazes de conseguir o que queremos.
Quando acreditamos o Universo nos mostra o caminho e os sinais. Seja nas horas iguais ou mensagens inesperadas.
Cada um sabe o que vive e a dor que desgasta. Nessa minha jornada fui chamada de mimada, depressiva e até de criança. Julgar é fácil, me mandar dinheiro e vir limpar o chão pra mim ninguém fez. Mas eu sei de mim e, os olhos mareados e palavras carinhosas dos amigos provaram a pessoa que de fato sou.
Enquanto eu me descobria percebi que, quem parecia me conhecer muito na verdade, não conhece tanto assim; e quem eu havia acabado de conhecer, foi quem me estendeu a mão.
Nesses 11 meses longe eu me arrependo de não ter ficado mais tempo na Itália e de não ter voltado para o casamento da minha amiga. Mas não troco esse período em Londres por nada. A cidade que me amadureceu no grito, na porrada e no amor. Sim, Londres permitiu-me amar e, por isso, ela me terá enquanto precisar de mim.
Nossas diferenças de cores e gostos nos torturam, eu sei. Mas nos amamos e eu voltarei. É que nesse momento eu busco algo que você não pode me dar: O Sol.
Vou ali amar em português e espanhol, então, por um tempo. Porque eu preciso, porque eu quero, porque eu amo e porque a vida fica mais divertida quando nos movemos.
Até o próximo capítulo.

Paixão e Profissão

Há uns dois anos, ou talvez mais, uma pessoa muito querida que eu confio de olhos fechados perguntou-me:

” O que na sua vida você não consegue deixar de fazer nenhum dia?”
Sem pestanejar eu respondi:

“Escrever!”

“Pronto”, ela falou. Você já sabe o que é e o que vai ser em sua vida.

Levei um susto. Como pude ignorar isso por tanto tempo. Decidi abrir meu leque profissional um pouco mais e encaixar em primeiro plano o que tem me movido nos últimos meses. O que sempre esteve na minha frente.

Escrever me alivia. Permite-me ser quem eu quiser e, claro, ser eu mesma. Escrever protege-me de julgamentos na cara, pois visto minha máscara e coloco no papel todas as minhas ilusões, meus sonhos, minhas invenções. Nomes inexistentes, pensamentos incoerentes e pessoas jamais vistas.

Cenas não vividas mas bem dialogadas. Na minha mente de escritora tudo cabe. Eu é que não caibo em mim. Minhas palavras são minhas verdades. Mesmo que inventadas.

Escrever é meu refúgio contra a tristeza e meu momento de grandeza. É o que reconheço em mim desde sempre. Nasceu comigo. Nasceu pra mim.

Hoje, comecei o curso que tanto ansiava: News Journalism! E, para a minha alegria, minha expectativa não estava errada. Não podia ter sido melhor. Fez meu dia mais leve e feliz! Pessoas novas e diferentes. Outras idades, outras faces, outras experiências. Feito uma criança quando descobre sabores novos, deliciei-me em 7 horas de aula sobre Jornalismo Literário- em inglês- e entendi:

Mais do que uma paixão, uma profissão. Uma arte que completa a outra. Metades que se encaixam. Eu sou o que eu acredito ser.

Não sei o que será do amanhã. Não sei onde estarei e nem quero pensar nisso agora. Só sei que o Universo está girando, os dados estão rolando e eu, em uma mesa de aposta, deixo a vida decidir. E cada detalhe será reportado por mim.

Já dizia a amada Virginia Woolf:
“Escrever é que é o verdadeiro prazer. Ser lido é um prazer superficial.”

Façamos das horas nossa história e reportagem.

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Matei O Que Estava Me Matando

Sim, eu morri um pouco por dia.

A cada segundo de tensão, a cada mau humor, a cada grito interno e discussão provocada em família, pois precisava de atenção. Precisava de uma certeza: que a solução viria.

Morri sim, um pouco, todos os dias. De saudades, de frustração, de preguiça. Por conta de cada pensamento desesperado, por cada nervoso e só de imaginar o que seria no dia seguinte. Tudo de novo.

Não precisei me atirar de janelas ou pontes. Eu me matava no inconsciente, no interno. Renascia todos os dias feito uma Fenix. Renascia dos meus próprios sentimentos e torturas.

Todo dia, apesar do desequilíbrio, havia a sabedoria da escolha. Continuar e sempre. Não caia. Não desista. Nem que para isso seja necessário morrer um pouco por dia. Morre-se de amor então, porque não, também, de alegria. Em algum momento matarás de vez o que está hoje te matando.

Nos últimos dias de Itália senti-me como nos últimos dias de trabalho, no Brasil. Quando eu chorava durante o caminho. Chorava de estresse, de raiva, de vontade de ir embora. Feito uma criança que não quer ir para a escola, eu chorava dentro do carro e me fortalecia para encarar mais um dia. Até que decidi sair e mudar o rumo.

Assim foram as últimas duas semanas. Não pela Itália, que é um dos lugares mais belos e românticos que já estive. Mas por todo o peso que eu já estava acumulando e carregando sozinha; Por toda a ferida que não fechava, já estava desgastada, não aguentava mais as mesmas paredes e estradas. Eu precisava do conhecido. Um rosto, uma voz, um abraço que fosse…Aquela liberdade acorrentada aos meus pés, minha nova Pátria que me matava um pouco todos os dias.

Eu precisava seguir e ver pessoas.

Qualquer lugar que eu tivesse um abraço conhecido eu chamaria de Lar. Por a caso, ou não, foi a Terra da Rainha.

“Venha!”

Escutei.

Pousar em Londres foi um alívio. Depois de toda a saga, foi quando eu pude colocar o escudo no chão. Pronto. Respira. Você chegou.

“Estou em casa!”

E estou mesmo, de uma certa maneira. Aqui eu tenho o novo conhecido. Eu tenho o colo. Eu tenho voz.

A saudades do Brasil sempre existirá e, ela será meu impulso e o leão que matarei por dia. Mas acordar e estar onde eu tanto queria é a Benção dos Céus!

Estava morrendo de saudades de você. Da sua música. Do seu carinho.

Estava morrendo de vontade desse lugar!

Mundo Novo de Novo…London!

London

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