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To the Sea

A year ago I sat in front of you without a voice to describe what I was feeling. Your waves read my silence. I put my feet to kiss you, ask for your blessing and permission to cross you.

I cried because I knew how much would miss you. But I had to follow. I crossed  and I went to live in one of the most beautiful and colorful landscape- Firenze. Shortly after, I fell in the middle of buildings and noises-.London.

Between the cold and the flowers, I never wanted someone so much as I wanted you. I counted the days to the sun and for the summer. For the holidays and for the day I would ne free to go after you. If I need to quit or run out of money, no longer mattered. To run away was what I needed.

So we met. We smiled. My feet kissing your lips again. Feeling you as before. Tweenty days ago. The same ocean. The same Atlantic. A new woman, and this time, on this side. Eight thousand kilometers, what have you got to tell me these coldest and European waves.

I know. I know all that I wish and I pray to you. All I do not want and I throw into you. For your depths, all the tears that hurt and sorrow. For me, your salt that cleans. Your good energy. My God! As I needed!

It may sound corny and even ridiculous, but when you are in the cold and in the dark for months, meeting with the sea- which to me is life-becomes essential as the air we breathe.

Life. This is it. I needed to feel that I am. Alive.

Thank you. For allowing me to cross all those kilometers, thank you. For opening the way for me. For making me vibrate. It was just what I needed to be reborn. Sun and sea.

Here I say goodbye again. The same tears and the same desires. The miss but renewal. We see you soon, next summer. But over there, that side, where it all began.

To Portugal, for those beautiful days, all my love. And to the Sea all my respect and my heart.

With your blessing nothing is in vain.

Ao Mar

Há um ano eu sentava de frente para você sem voz para descrever o que sentia. Suas ondas leram meu silêncio. Coloquei meus pés para você beijar, pedi sua benção e licença para te atravessar.

Chorei, pois eu sabia a saudades que eu sentiria. Mas eu precisava seguir. Atravessei e fui morar em uma das paisagens mais lindas e coloridas- Firenze. Pouco depois, caí em meio a prédios e buzinas- Londres.

Entre o frio e as flores, nunca desejei tanto alguém, como desejei você. Contei os dias para o Sol e para o verão. Para as férias e o dia em que eu meu libertaria para ir ao seu encontro. Se eu precisaria pedir demissão ou ficar sem dinheiro, já não importava. Sair dali era o que eu precisava.

Então nos vimos. Sorrimos. Meus pés de encontro aos seus lábios, mais uma vez. Sentir você como antes. Há 2o dias nos reencontramos. O mesmo oceano. O mesmo Atlântico. Uma nova mulher e, dessa vez, do lado de cá. Oito mil kilometros, o que será que tens para me contar nessas ondas mais geladas e europeias.

Eu sei. Eu sei tudo o que eu desejo e peço à você. Tudo o que eu não quero e jogo para dentro de você. Para suas profundezas todas as lágrimas que machucam e tristezas. Para mim, seu sal que descarrega e lava. Suas boas energias. Meu Deus! Como eu precisava!

Pode parecer piegas e até ridículo, mas quando encontra-se no frio e no escuro por meses, o encontro com o mar- que para mim representa vida- torna-se essencial como o ar que se respira.

Vida. É isso. Precisava sentir que estou. Viva.

Obrigada. Por ter permitido que eu travessasse todos esses kilômetros, obrigada. Por ter aberto os caminhos para mim. Por me fazer vibrar. Era só o que eu precisava para renascer. Sol e Mar.

Aqui despeço-me mais uma vez. As mesmas lágrimas e os mesmos desejos. A saudades mas, a renovação. Nos veremos em breve, no próximo verão. Daquele lado de lá, onde tudo começou.

Á Portugal, pelos dias lindos, todo o meu amor. E ao Mar meu respeito e meu coração.

A sua benção e nada é em vão.

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