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Happy One Year Anniversary, London!

Happy One Year Anniversary of the longest and intense relationship that I have had on these 31 years of life. ‘Happy’ all the tears, the laughter, moments of renunciation and return.
‘Happy’ every grey day, silent day and discredited; ‘Happy’ every hugh day, angels in our ways and crooked love, bitter, marked.

Happy one year, London! We survived together and separate. Survived the clashes, the errors, the countless ‘No’ and stubbornness. We loved and we hated each other; We held hands and we parted.
You let me go then, very wise, because you were sure that I would return. You dropped my hand without fear, saved my world and my secrets.

You did not promise more heat and flowers, as this is not possible. But made me understand your way of life and the time. The time of the sky, the time of Big Ben.

A year is a little when it comes to you. A year is too much when it comes to visceral relationships. I do not spare heart and emotion so, I bet my body open and I followed. You drived me crazy and still does it- with your traffic and noise (not tired of repeating this). But you got me with these ‘doors’ open of the world, the mixed stories, multi languages and laughter.

One year of you and with you. And I thought I would run in a month. Today I do not run anymore. Today Im the one who say: I can even go, but I’ll be back. I should not be so honesty because when we declare too much, lovers tends to be cruel. But, my ideology does not allow me to lie. And share love is an obligation and satisfaction.

I do not know, anymore, what I learned and what I have lost. What you took from me and what you added. I know what I am today, and sometimes, it seems the same as yesterday. People will say. And your buildings already know.

If my future relationships got half of we got, it will be a profit. Thank you for not letting me go.

🙂

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Feliz Aniversário de Um Ano, Londres!

Feliz Aniversário de um ano do relacionamento mais longo e intenso que já tive nesses meus 31 anos de vida. ‘Feliz’ todas as lágrimas, as gargalhadas, os momentos de desistência e os de retorno.
‘Feliz’ cada dia cinza, calado, desacreditado; ‘Feliz’ cada dia de abraço, de anjos em nossos caminhos e de amor torto, amargo, marcado.

Feliz um ano, Londres. Nós sobrevivemos juntas e separadas. Sobrevivemos aos desencontros, aos erros, aos ‘Nãos’ e ás teimosias. Nos amamos, nos odiamos, demos as mãos e nos separamos.
Você deixou-me ir pois, muito sábia, tinha certeza de que eu voltaria. Soltou minha mão sem medo, guardou meu mundo e os meus segredos.

Não prometeu mais calor e flores, pois isso não é possível. Mas fez-me compreender esse tempo. O tempo do céu, o tempo do Big Ben.

Um ano é pouco, quando se trata de você. Um ano é muito quando se fala em relacionamentos viscerais. Eu, que não poupo coração e emoção, apostei meu corpo aberto e segui.
Você enlouqueceu-me e, ainda enlouquece, com seu transito e barulho ( não canso de repetir isso). Mas ganha-me nas portas abertas, nas histórias misturadas, multi idiomas e risadas.

Um ano de você, com você. E eu que pensei que correria em um mês. Hoje não corro mais. Hoje sou eu que digo: Posso até ir, mas eu volto. Não deveria ser tão sincera assim, quando nos declaramos demais, o amante tende a ser cruel. Mas minha ideologia não permite mentir. E compartilhar amor é uma obrigação e uma satisfação.

Já não sei mais o que aprendi e o que perdi. O que você levou de mim e o que acrescentou. Sei o que sou hoje e, ás vezes, parece que a mesma de ontem. As pessoas dirão. E seus prédios já sabem.

Se meus relacionamentos futuros forem metade da nossa relação, será um lucro. Obrigada por não deixar-me fugir.

🙂

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Paciência e Fé

E quando o tormento vem assim de repente…Mentira, de repente nunca, ele está sempre ali no canto apenas esperando o segundo melhor para explodir. Fazer você explodir. Silêncio. Muitas vozes, muito barulho. Não precisa ser assim, tão alto.

“Amanda, faça isso; Amanda, faça aquilo; E se você tentasse de outro jeito; Você já foi ver o que eu pedi?! Limpou as mesas?!”

A própria gata borralheira.

“Dont be like a kid, Be nice, be happy, go out, go to work, love, live, breathe, smile…”

AHHHHH enough!

Eis o mais novo muro na minha frente e o mais novo sinal desse coração cigano que vos escreve. Basta, por agora, basta. Não adianta bater e assoprar depois. Meu escudo está no chão. E eu estou cansada. Se eu não posso saltar do planeta então, entro em minha concha feito uma ostra.

Sinto muito, dessa vez só há espaço para um. Eu e todos os pensamentos que me acompanham. Haja espaço. No aperto nos batemos mas, é a única maneira de enfrentá-los. Penso demais e isso nem sempre é bom.

Não aguento mais olhar minhas mãos rachadas e sempre com alguma bolha nova ou queimadura-sim, eu me queimo o tempo inteiro no restaurante como uma criança estabanada.

“Passa creme, usa luva, elas melhoram.”

Elas sim, eu é que não.

Ah e esses ‘nãos’ continuam vindo. Chegando de fininho e pisoteando a esperança, o sentimento de algo melhor.

“Muito obrigada pelo seu interesse mas…Agradecemos sua disponibilidade mas…Não, não, não…!”

É só o que Londres tem me oferecido. Uma vida corrida. Dias sobrevividos. Falta de tempo. E ‘nãos’. ‘Não’ para tudo o que eu sonho. E sim apenas para o que é real: Sou imigrante em sua casa. Eu deveria saber. Madrasta.

A cidade do centro do Universo. Sua arte a solta e todo seu peso cinza enraizado mesmo em dias claros de Sol. Madrasta. As chances abertas, mas você não pára. Você empurra, sai arrastando, atropelando. Não olha nos olhos, não dá colo e ainda manda engolir as lágrimas. Nosso amor é seasonal, chego a conclusão. E não adianta gritar, eles jamais entenderão.

“Paciência e Fé.”

Oi??!

Paciência e Fé.

Escutei em um musical delicioso que fui assistir com um amigo querido.

Eu quis chorar. Eu chorei na verdade.

Paciência e Fé.

Com você e todas as suas escolhas. Com você e todas as suas novas mudanças e caminhos. Não tenha medo de remanejar tudo se assim for preciso. Eu, que penso tanto, nunca havia pensado desse jeito.

“Você é mineira minha filha, garimpa! Há muito o que ser visto e feito!”

Pais. Paz. Será!?

“Esse trabalho é temporário e ele está pagando pelo seu sonho!”

Está pagando pelo meu sonho. Temporariamente. E quando falamos em sonhos lembramos que eles não possuem preço. Todo esforço é válido diante do que desejamos. Não há limites para meus sonhos. Não há limites para mim.

O simples da vida parece muito difícil. E sobreviver tem sido um exercício árduo. Mas algo tem sido. Eu sei. Soa ingrato. Demorado. Injusto. Dolorido até. Mas tem sido. Os olhos andam inchados e a saudades quase violenta mas…Paciência e Fé.

Toda noite, quando deito, fecho os olhos na esperança de abri-los na cama em minha casa, com minhas cachorras deitadas aos meus pés. Eu sei que não acontecerá feito um passe de mágica mas, é gostosa a sensação. Conforta. E me faz dormir.

E após a madrugada virá mais um dia. E cada ‘não’ eu transformarei em um ‘sim’. E a cada cliente eu sorrirei e lembrarei: “paga o sonho!”

E pelo tempo que tiver que ser. Enquanto eu quiser ou até o príncipe surgir. Sem presa. O sapatinho será encontrado.

Paciência e Fé.

Tudo Novo De Novo

Parece que nada aconteceu. Como se eu simplesmente tivesse surgido aqui hoje, assim, do nada. O vazio vem ao meu encontro. As páginas foram viradas, talvez até arrancadas, queimadas. Já não lembro de certas datas mas, lembro de todos os choros. Não chegaram a deixar cicatriz mas, deixaram leves marcas para que eu nunca esqueça que um dia estive lá…No fundo e voltei. E ainda que eu olhe para trás noite a dentro, sei que sempre conseguirei voltar.

Três meses passaram feito o vento. Não despercebidos, eu senti cada hora desses 90 dias. Todos os risos e amarguras; todas as depressões e Fé. Mas passaram com tudo o que tinham direito. Atropelaram-me e colocaram-me de pé novamente. Esmagaram meus sonhos mostrando a realidade diária. Fizeram-me amar e odiar Londres de uma ponta a outra. Surpreenderam-me. E de tudo o mais difícil: mudaram o roteiro da história.

Reescrevo.

Três meses depois e aqui estou novamente. Abro a porta do apartamento, agora vazio. Escuto o silêncio. Algumas coisas estão fora do lugar. Eu estou. Estava. Não tenho certeza ainda. Esse copo, por exemplo, não era aqui. E a mesa também mudou. As plantinhas não resistiram ao frio da estação- e nem a lotação. Tudo bem, planto outras quando a cidade tiver cores e luz. Se essas paredes pudesse falar…Talvez eu me sentisse menos sozinha. Quantas coisas que só elas sabem.

Três meses. O mesmo coração. A mesma estação. Tinha escrito em minha tela como seria quando esse dia chegasse. Onde eu estaria trabalhando, como seria minha rotina, quantos sorrisos eu daria ao longo do dia. Mas, como tudo que se planeja na vida, muito aconteceu do avesso. Incrivelmente Londres traz a mesma sensação que SP. Alguns dizem que é o fato de ser cidade grande. Concordo. Mas eu digo, também, que é falta de amor. Ao menos no frio. As pedras não são muito amorosas mesmo.

Melhor abrir as janelas e acender um incenso. Não sei, ainda, se esse peso sou eu, a cidade ou esse chão. Seja o que for, dá porta para fora. À partir de hoje compartilho esse espaço comigo apenas…E meus monstros pessoais. Tudo bem, neles eu ainda posso confiar.

Tenho dúvidas quanto a essa vista. Que diferença faz, não posso mesmo abrir tanto as cortinas. Que bom! Há espaço no guarda-roupa para os casacos. Sim, esse colchão novo é mais alto. Que estranho…Eu não espero ninguém mais chegar.

Subi pelas escadas para fazer menos barulho. O elevador fala e denuncia. Entrei com o pé direito para dar sorte. Fiz todos os desejos-o mesmo desde sempre-que eu sobreviva ás minhas emoções. E então dei de cara com você. O espetáculo mais lindo da terra, mesmo entre pedras. Você, abençoando meu retorno e pedindo trégua. Agora somos nós, apenas nós, de novo.

Minhas roupas saíram de dentro da mala, pela primeira vez, em três meses. E, finalmente, terei um quarto para chamar de “meu”. Não é totalmente meu mas, será pelo tempo que tiver que ser. Eu e você. Não mais o sonho mas, a realidade. Que traga-me alegrias e clareza.

E seja como for…Que seja leve.

Tudo novo de novo…Mais uma vez!

Por Do Sol

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