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Todo va a ir bien ( Everything is gonna be all right)

“No tengas miedo…Todo va a ir bien!”

I “clung” to your words and, smiling, I threw myself off another cliff. Without seeing and knowing that what pushed me was myself. I created a thousand things to convince myself that moving city was the best option. Good actress that I am, I strongly believed in my own creations and jumped. Again. The third time.

Moving home, city is an internal mutilation and I have been mutilating myself for two years. Third language and I think my brain at some point, will ‘turn of’. It is too early to talk about joys and sorrows. At first sight everything is beautiful and seems eternal. Like love. The daily living togheter is what shows whether there is life there or not. This relationship, depending on it, can kill any feeling and different ways of love.

Madrid did so much that it “won” me. It played unfairly against London when it put its light and Sun on. So latin am I. I surrendered me easily and, not wanting to ruin my feelings for London, I preferred to leave. I mutilated myself. It seemed more sensible. I confess I didn’t know I would feel such a big impact.

I closed my eyes and my suitcases. I got what I needed and I let it go. I closed my heart and I got deaf to screams and advice. I did not want to see the tears and I did not let them run. I pretended tranquility when inwardly there was a whirl of emotion. I wished a thousand hugs and more, I wished that someone had made the decision for me because taking on certain responsibilities weigh twice my suitcases.

“But the girl-woman-likes change!”

Ah! I really like that. The gypsy’s side applauds and comes when everything turns gray and looks the same. The taste for the challenge, for everything new again, yet lazy. Feel in check and forced to reinvent.
What this woman -girl-does not know, yet, is to deal with the size of this wing she possesses. Clean up the mess of the room and soul without pain, no questions asked. Organize what is reality and illusion. Simply being and living. To accept that, all this, deep down, is what counts in her life. At this moment.

Todo va a ir bien…

Your words … Those that were so exact when I needed them, are my little daily mantra of good … And when it seems regretful, I will know that its only miss it!

As long as I want … Only while I want.

Hola Madrid… May it be light and have Peace.

Todo va a ir bien

“No tengas miedo…Todo va a ir bien!”

Me agarrei em suas palavras e, sorrindo, me atirei de mais um precipício. Sem enxergar e sabendo que o que me empurrava era eu mesma. Criei mil coisas para me convencer de que mudar, era a melhor opção. Boa atriz que sou, acreditei fortemente em minhas próprias criações e saltei. Outra vez. A terceira vez.

Mudar é uma mutilação interna e eu tenho me mutilado há dois anos. Terceiro idioma e penso que meu cérebro em algum momento vai desligar. Ainda é muito cedo para falar sobre alegrias e tristezas. Á primeira vista tudo é belo e parece eterno. Como o amor. A convivência diária é que mostra se ali há vida ou não. Essa tal de convivência, dependendo, pode matar qualquer sentimento e forma de amar.

Madrid tanto fez que me ganhou. Jogou baixo com Londres quando colocou sua luz e seu calor em questão. Latina eu. Rendi-me facilmente e, não querendo estragar meus sentimentos por Londres, preferi me retirar. Me mutilar. Pareceu mais sensato. Confesso não imaginava que sentiria tamanho impacto.

Fechei os olhos e as malas. Guardei o que coube e desapeguei. Calei o coração e fiquei surda diante de gritos e conselhos. Não quis ver as lágrimas e nem permiti que elas escorressem. Fingi tranquilidade quando internamente estava um turbilhão de emoção. Eu desejei mil abraços e mais ainda, desejei que alguém tivesse tomado a decisão por mim. Porque assumir certas responsabilidades pesam o dobro das minhas malas.

“Mas a menina-mulher- gosta de mudança!”

Ah! Isso eu gosto mesmo. O lado cigano aplaude e surge quando tudo fica cinza e igual. O gosto pelo desafio, pelo tudo novo de novo, ainda que preguiçoso. Sentir-se em xeque e obrigada a se reinventar. O que essa mulher-menina- não sabe, ainda, é lidar com o tamanho dessa asa que ela possui. Arrumar a bagunça do quarto e da alma sem dor, sem perguntas. Organizar o que é realidade e ilusão. Simplesmente ser e viver. Aceitar que, tudo isso, no fundo, é o que vale em sua vida. Nesse momento.

Porque todo va a ir bien…

Suas palavras…Elas que foram tão exatas quando eu precisei, são meu pequeno mantra diário do bem… E quando parecer arrependimento eu saberei que é só saudades!

Enquanto eu quiser…Só enquanto eu quiser.

Hola Madrid…Que seja leve e que tenha Paz.

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Paciência e Fé

E quando o tormento vem assim de repente…Mentira, de repente nunca, ele está sempre ali no canto apenas esperando o segundo melhor para explodir. Fazer você explodir. Silêncio. Muitas vozes, muito barulho. Não precisa ser assim, tão alto.

“Amanda, faça isso; Amanda, faça aquilo; E se você tentasse de outro jeito; Você já foi ver o que eu pedi?! Limpou as mesas?!”

A própria gata borralheira.

“Dont be like a kid, Be nice, be happy, go out, go to work, love, live, breathe, smile…”

AHHHHH enough!

Eis o mais novo muro na minha frente e o mais novo sinal desse coração cigano que vos escreve. Basta, por agora, basta. Não adianta bater e assoprar depois. Meu escudo está no chão. E eu estou cansada. Se eu não posso saltar do planeta então, entro em minha concha feito uma ostra.

Sinto muito, dessa vez só há espaço para um. Eu e todos os pensamentos que me acompanham. Haja espaço. No aperto nos batemos mas, é a única maneira de enfrentá-los. Penso demais e isso nem sempre é bom.

Não aguento mais olhar minhas mãos rachadas e sempre com alguma bolha nova ou queimadura-sim, eu me queimo o tempo inteiro no restaurante como uma criança estabanada.

“Passa creme, usa luva, elas melhoram.”

Elas sim, eu é que não.

Ah e esses ‘nãos’ continuam vindo. Chegando de fininho e pisoteando a esperança, o sentimento de algo melhor.

“Muito obrigada pelo seu interesse mas…Agradecemos sua disponibilidade mas…Não, não, não…!”

É só o que Londres tem me oferecido. Uma vida corrida. Dias sobrevividos. Falta de tempo. E ‘nãos’. ‘Não’ para tudo o que eu sonho. E sim apenas para o que é real: Sou imigrante em sua casa. Eu deveria saber. Madrasta.

A cidade do centro do Universo. Sua arte a solta e todo seu peso cinza enraizado mesmo em dias claros de Sol. Madrasta. As chances abertas, mas você não pára. Você empurra, sai arrastando, atropelando. Não olha nos olhos, não dá colo e ainda manda engolir as lágrimas. Nosso amor é seasonal, chego a conclusão. E não adianta gritar, eles jamais entenderão.

“Paciência e Fé.”

Oi??!

Paciência e Fé.

Escutei em um musical delicioso que fui assistir com um amigo querido.

Eu quis chorar. Eu chorei na verdade.

Paciência e Fé.

Com você e todas as suas escolhas. Com você e todas as suas novas mudanças e caminhos. Não tenha medo de remanejar tudo se assim for preciso. Eu, que penso tanto, nunca havia pensado desse jeito.

“Você é mineira minha filha, garimpa! Há muito o que ser visto e feito!”

Pais. Paz. Será!?

“Esse trabalho é temporário e ele está pagando pelo seu sonho!”

Está pagando pelo meu sonho. Temporariamente. E quando falamos em sonhos lembramos que eles não possuem preço. Todo esforço é válido diante do que desejamos. Não há limites para meus sonhos. Não há limites para mim.

O simples da vida parece muito difícil. E sobreviver tem sido um exercício árduo. Mas algo tem sido. Eu sei. Soa ingrato. Demorado. Injusto. Dolorido até. Mas tem sido. Os olhos andam inchados e a saudades quase violenta mas…Paciência e Fé.

Toda noite, quando deito, fecho os olhos na esperança de abri-los na cama em minha casa, com minhas cachorras deitadas aos meus pés. Eu sei que não acontecerá feito um passe de mágica mas, é gostosa a sensação. Conforta. E me faz dormir.

E após a madrugada virá mais um dia. E cada ‘não’ eu transformarei em um ‘sim’. E a cada cliente eu sorrirei e lembrarei: “paga o sonho!”

E pelo tempo que tiver que ser. Enquanto eu quiser ou até o príncipe surgir. Sem presa. O sapatinho será encontrado.

Paciência e Fé.

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