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My Dear Sun

My dear sun
I’m waiting for you
My dear sun
When do you come to dance for me?

I felt the distance that twisted all the emotions, just don’t know anymore if what I dreamed is what has gone or has stayed.
Which dreams that one day brought me to you my darling, I must say everything is like this so distant from me.

Spring has arrived and you haven’t changed still so cold and grey.
I listen to the shoes walking through the sidewalks.
Your flowers will bloom and it will bring me back soon to the place one day my heart chose to be.

London, I want you so.

My dear sun
I’m waiting for you.
My dear sun
To love I will wait just for you.

180 Dias

180 Dias de Afastamento.

Assim será para a Presidente Dilma.

180 dias de discussões em redes sociais, bate bocas sem limites, ofensas e até término de amizades e namoros.

180 dias de alivio para uns e de tristeza para outros. A decepção de uma derrota. A vitória de uma Justiça.

180 dias de um país dividido. Um povo desunido mas que clama, desesperadamente, por dias melhores.

180 dias para que ela reflita sobre que fez e no que vem fazendo pelo nosso país. Ou, simplesmente, 180 dias de férias e relaxamento.

180 dias intermináveis para todos nós, brasileiros. Pois, seja qual for a decisão ao final, nada mais será como antes. Que bom. Que bom mesmo, porque precisamos de mudanças, precisamos de mais choques como esses. Melhor dizendo, nós não: eles. Nós já sofremos choques o suficiente.

180 dias de Temer e seus ministros. Suas surpresas desagradáveis e nossos corações na garganta. Marcar o calendário nunca foi tão arriscado.

180 dias de um final indefinido. Podemos ter Temer temporário e Dilma voltando a pedalar em torno do Palácio do Planalto.

Seja qual for esse final, ele representará o início de toda uma mudança necessária. Representará todos os nossos gritos desses últimos anos. E eu espero, com todo meu coração, que esse final una nosso país de uma ponta a outra, pois não há mudança sem grandes revoluções. Nós já entramos nessa guerra, agora só sairemos vitoriosos.

180 dias para o fechamento de um ciclo.

Que a Justiça seja feita. E que seja para o melhor. O melhor para o Brasil!

Enquanto isso, continuaremos levantando cedo para trabalhar, as Olimpíadas acontecerão, ainda que haja desordem e nós continuaremos a sorrir, porque somos assim. Graças a Deus! Que não nos falte paciência e Fé, pois esses 180 dias se transformarão em infinitas emoções.

Paixão e Profissão

Há uns dois anos, ou talvez mais, uma pessoa muito querida que eu confio de olhos fechados perguntou-me:

” O que na sua vida você não consegue deixar de fazer nenhum dia?”
Sem pestanejar eu respondi:

“Escrever!”

“Pronto”, ela falou. Você já sabe o que é e o que vai ser em sua vida.

Levei um susto. Como pude ignorar isso por tanto tempo. Decidi abrir meu leque profissional um pouco mais e encaixar em primeiro plano o que tem me movido nos últimos meses. O que sempre esteve na minha frente.

Escrever me alivia. Permite-me ser quem eu quiser e, claro, ser eu mesma. Escrever protege-me de julgamentos na cara, pois visto minha máscara e coloco no papel todas as minhas ilusões, meus sonhos, minhas invenções. Nomes inexistentes, pensamentos incoerentes e pessoas jamais vistas.

Cenas não vividas mas bem dialogadas. Na minha mente de escritora tudo cabe. Eu é que não caibo em mim. Minhas palavras são minhas verdades. Mesmo que inventadas.

Escrever é meu refúgio contra a tristeza e meu momento de grandeza. É o que reconheço em mim desde sempre. Nasceu comigo. Nasceu pra mim.

Hoje, comecei o curso que tanto ansiava: News Journalism! E, para a minha alegria, minha expectativa não estava errada. Não podia ter sido melhor. Fez meu dia mais leve e feliz! Pessoas novas e diferentes. Outras idades, outras faces, outras experiências. Feito uma criança quando descobre sabores novos, deliciei-me em 7 horas de aula sobre Jornalismo Literário- em inglês- e entendi:

Mais do que uma paixão, uma profissão. Uma arte que completa a outra. Metades que se encaixam. Eu sou o que eu acredito ser.

Não sei o que será do amanhã. Não sei onde estarei e nem quero pensar nisso agora. Só sei que o Universo está girando, os dados estão rolando e eu, em uma mesa de aposta, deixo a vida decidir. E cada detalhe será reportado por mim.

Já dizia a amada Virginia Woolf:
“Escrever é que é o verdadeiro prazer. Ser lido é um prazer superficial.”

Façamos das horas nossa história e reportagem.

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Fé Na Primavera

Queria não precisar me preocupar com certas coisas. Pelo menos não a todo tempo. Quando você pensa que o castelo está sendo construído sob controle, vem a onda forte e o derruba. Hora de recomeçar. Acho que é até mais simples do que eu imagino, mas eu nunca saio ilesa.

O problema não está na cidade e nem em mim. Está no entorno. A falta de lugar mesmo quando se está em um lugar. Não é meu se eu não posso decidir a cor da parede ou se coloco plantas na sacada. Não é meu se não posso dizer ‘sim’ e ‘não’. Se não há respeito pela minha palavra e se o dinheiro não paga meu sossego, não é meu. E se a presença não faz diferença então, não tem porque ficar.

Que bom enxergar isso.

Londres vai bem, mas continua gelada apesar de alguns dias de Sol e do horário de verão. Agora temos dias mais longos de frio. Eu vou bem, mas essa semana eu quis o colo dos meus pais. Não sou tão forte assim quando estou sozinha e diante de um penhasco. Saí em busca das flores, hoje, mas a chuva veio e junto o frio e o cinza. Adiei o dia no parque e busquei conforto dentro da igreja. A sensação é maternal.

Escrevo de frente ao Altar da St.Patricks Church. Aqui eu não tenho medo de pensar demais.

Outro dia, um colega no trabalho perguntou-me por que eu estava tão calada. Respondi que estava pensando. Ele não entendeu o que me fazia pensar tanto. Fez parecer como se fosse algo estranho ou perigoso. Talvez seja. Talvez seja desnecessário pensar tanto. Porque é bem verdade que vamos do nada ao lugar nenhum enquanto rodamos nas mesmas questões.

Mas gosto de acreditar que os pensamentos nos movem de alguma maneira.

Penso que ainda tenho Fé nessa primavera, mas devo confessar que o meu castelo foi destruído e não sei se quero reconstruí-lo aqui. Ou agora. É triste ver cair. É triste querer sair quando um dia se quis muito ficar. Mas como uma boa espírita eu sei que nada é por a caso. Por isso, sim, eu ainda tenho Fé na primavera. Fé em mim e no que irei encontrar.

Idade. Fase. Novas verdades.

Hoje eu só quero que termine bem. Amanhã, quem saberá.

A Paz na Terra…Feliz Páscoa

Eu acordei com a ventania batendo na janela e os trovões mostrando sua fúria.
Não é possível Londres, em pleno domingo de Páscoa!
Tempinho perfeito para ficar debaixo das cobertas mas…Hoje não! Já é Primavera, faça o favor de abir sua janela e deixar o Sol entrar!

Gritei com ela. E ela escutou.

As 2 da tarde o céu azul brilhava como se nada tivesse acontecido. Agora sim. Domingo de Páscoa. Vamos ver o Sol.

No metrô observei as diferentes pessoas. Muitas famílias, pais, crianças, turistas. Cada um com seus planos para o almoço, talvez Missa e, claro: Ovos de chocolate.

É interessante perceber o que as datas religiosas têm se transformado. Honestamente, se perguntar á um jovem o que é a Páscoa, é capaz da resposta ser: ovo de chocolate e feriado emendado. Triste ou não, certos marketings fizeram essas datas ficarem mais próximas de cada um de nós, independentemente da Religião.

Seja por ganhar presente ou não, no Natal, estão todos em volta da mesa, saboreando uma bela ceia e compartilhando amor. Ao menos uma vez no ano.
A Páscoa não é diferente. Não encontrei a resposta certa para isso ainda. Se é porque nosso mundo está cada vez mais capitalista ou, se é uma maneira de nos fazer lembrar da ocasião.

Seja qual for a razão, a verdade é que poucos lembram que, antes do domingo do chocolate, existe o Sábado de Aleluia, a Sexta-Feira Santa- onde não come-se carne-e, até chegar o sagrado final de semana, passamos por 40 dias pós Carnaval chamado Quaresma.Não estou criticando ou julgando nada apenas, observando. Até porque, quem sou eu para apontar alguma coisa.

É que estar longe faz isso com a gente. Observar o resto do mundo, as mesmas atitudes em diferentes idiomas. Os mesmos pensamentos e desejos, em terras desconhecidas. E como esquecemos as horas anteriores, quando estamos diante do que nos interessa apenas.

Cheguei ao restaurante onde trabalho, para almoçar com meus colegas. Hoje eu estava de folga, mas Páscoa a gente passa com quem nos faz bem ainda que rapidamente. E, só para ser do contra, não comi ovo de chocolate. Preferí Sorvete na Gelateria Italiana Tradicional, onde relembrei o sabor da Itália.

E onde fiz questão de não esquecer que essa Páscoa, para muitos, veio carregada de lágrimas. Que o mundo, infelizmente, está fora de controle. O “Ser-Humano” está fora de controle. Não há valores. Não há respeito. Não há amor. Não há Paz. Não há Religião. Há vontades individuais. Feriados. Exclusões quando tentamos Incluir.

A minha Prece de Páscoa vai cheia de esperança e amor para aqueles que amanheceram com bombas em suas janelas, dias atrás. E para as mães e crianças que, hoje, nesse Domingo Sagrado, resolveram sair para brincar e tiveram suas alegrias cortadas.

Que nossos futuros feriados Religiosos sejam mais leves e mais verdadeiros.

A Paz na Terra.

Feliz Páscoa.

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