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Lucky Six

Six. My number. My lucky. My light. My Saint.

The number of those who guides me e protect me. The number of my prosperity. He crossed the ocean with me and made me free of all dangerous and bad energy. He Listened to me and pulled me out of sadness when I cried.

 When I asked for an aswer, he put this door in front of me with his number. The proof that it was for me. That he listen to me. That everything is on my way as it should be. Now I can feel.

One year and two months away from Brazil. Four different houses. The third in London. My legs never transited around that much. My luggages? Heroinas! But this time Im moving in to a place that I chose. A place that I wanted. A place that I call “mine”. In somehow, its mine.

After looking for so long. London have never been that big before. I have seen different streets, faces, prices. I fell homeless when I was feeling at home! But everything comes at the time, right? Yes and because I wanted to stay, it came.

I stopped thinking about ‘going back’, I stopped thinking about ‘how is it going to be tomorrow’, I just stopped. I decided to live the present for the first time. Enjoy this place, this moment, these days, no matter for how long.

I faced your thorns, London. Now I have your relief.  All new once and again. I feel light. I feel good. I feel save. While I want. This is freedom.

Number 6. Where I know all the good things will happen. As the song say: “Today is where your book begins the rest still unwritten!”

And there’s nothing that I like more than a blank page! Pen’s are ready for my new 6. For my new season.
Lucky!

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Tudo Novo De Novo

Parece que nada aconteceu. Como se eu simplesmente tivesse surgido aqui hoje, assim, do nada. O vazio vem ao meu encontro. As páginas foram viradas, talvez até arrancadas, queimadas. Já não lembro de certas datas mas, lembro de todos os choros. Não chegaram a deixar cicatriz mas, deixaram leves marcas para que eu nunca esqueça que um dia estive lá…No fundo e voltei. E ainda que eu olhe para trás noite a dentro, sei que sempre conseguirei voltar.

Três meses passaram feito o vento. Não despercebidos, eu senti cada hora desses 90 dias. Todos os risos e amarguras; todas as depressões e Fé. Mas passaram com tudo o que tinham direito. Atropelaram-me e colocaram-me de pé novamente. Esmagaram meus sonhos mostrando a realidade diária. Fizeram-me amar e odiar Londres de uma ponta a outra. Surpreenderam-me. E de tudo o mais difícil: mudaram o roteiro da história.

Reescrevo.

Três meses depois e aqui estou novamente. Abro a porta do apartamento, agora vazio. Escuto o silêncio. Algumas coisas estão fora do lugar. Eu estou. Estava. Não tenho certeza ainda. Esse copo, por exemplo, não era aqui. E a mesa também mudou. As plantinhas não resistiram ao frio da estação- e nem a lotação. Tudo bem, planto outras quando a cidade tiver cores e luz. Se essas paredes pudesse falar…Talvez eu me sentisse menos sozinha. Quantas coisas que só elas sabem.

Três meses. O mesmo coração. A mesma estação. Tinha escrito em minha tela como seria quando esse dia chegasse. Onde eu estaria trabalhando, como seria minha rotina, quantos sorrisos eu daria ao longo do dia. Mas, como tudo que se planeja na vida, muito aconteceu do avesso. Incrivelmente Londres traz a mesma sensação que SP. Alguns dizem que é o fato de ser cidade grande. Concordo. Mas eu digo, também, que é falta de amor. Ao menos no frio. As pedras não são muito amorosas mesmo.

Melhor abrir as janelas e acender um incenso. Não sei, ainda, se esse peso sou eu, a cidade ou esse chão. Seja o que for, dá porta para fora. À partir de hoje compartilho esse espaço comigo apenas…E meus monstros pessoais. Tudo bem, neles eu ainda posso confiar.

Tenho dúvidas quanto a essa vista. Que diferença faz, não posso mesmo abrir tanto as cortinas. Que bom! Há espaço no guarda-roupa para os casacos. Sim, esse colchão novo é mais alto. Que estranho…Eu não espero ninguém mais chegar.

Subi pelas escadas para fazer menos barulho. O elevador fala e denuncia. Entrei com o pé direito para dar sorte. Fiz todos os desejos-o mesmo desde sempre-que eu sobreviva ás minhas emoções. E então dei de cara com você. O espetáculo mais lindo da terra, mesmo entre pedras. Você, abençoando meu retorno e pedindo trégua. Agora somos nós, apenas nós, de novo.

Minhas roupas saíram de dentro da mala, pela primeira vez, em três meses. E, finalmente, terei um quarto para chamar de “meu”. Não é totalmente meu mas, será pelo tempo que tiver que ser. Eu e você. Não mais o sonho mas, a realidade. Que traga-me alegrias e clareza.

E seja como for…Que seja leve.

Tudo novo de novo…Mais uma vez!

Por Do Sol

Kilburn

Eu costumo dizer que quem tem amigos tem tudo na vida. Muitas vezes, até mais do que família. Vinícius de Morais falou que “Amigo não se faz, reconhece.” Eu adoro acreditar nessa teoria! Assim como adoro acreditar que há Anjos em forma de pessoas que surgem para nos ajudar quando mais precisamos.

Eu tinha data para sair do apartamento onde eu estava, em Barking. Eu sempre soube disso e já tinha até para onde ir. Mas não estava segura com a decisão tomada, a energia não batia com o lugar e não estava a vontade. Mas eu precisava de um piso e, quando a necessidade aperta, a gente fecha os olhos e vai.

Até que um dia:

“Amêndoa, fala com uma amiga minha que mora aí em Londres, de repente ela pode te ajudar!”

Claro, por que não!? No mínimo fico conhecendo pessoas novas e isso é luxo quando estamos fora do nosso país de origem.

Fui encontrar a tal da amiga em um Café, onde haviam outros brasileiros reunidos fazendo um som Mineiro com sabor de casa.

Seja Bem-Vinda! Em 10 minutos de conversa compartilhávamos pensamentos semelhantes, crenças e arte. Mais 5 minutos e a solução veio em suas palavras:

“Estou indo para o Brasil de férias. Fica no meu apê por um mês!”

Como assim!?

Sim!

Um mês! Tudo o que eu precisava.

Como é possível alguém que nunca tinha me visto antes, nem sequer ouvido falar de mim, no primeiro ‘oi’ confiou em meu olhar e estendeu-me a mão, quando eu mais pedia internamente por uma nova solução. As pessoas que os Anjos colocam em nosso caminho e que, a única explicação para isso, é a espiritual. Gosto assim. Prefiro assim.

Kilburn. Norte de Londres. Mais perto do centro. Mais perto dos Beatles.

“Que minha casa possa trazer-lhe, nesse um mês, a Paz e a tranquilidade que você procura.”

Não tenha dúvidas. Meu silêncio reencontrado e minha individualidade de volta no lugar. Escrevo, ao som de Ravel, de frente para uma vista com prédios no estilo Victoriano como aqueles do filme do Peter Pan.

Não procuro explicação para esse sentimento de leveza. Deixo fluir ao longo das horas. Sinto-me cada vez mais Londrina incluindo todos os defeitos e a solidão desse céu cinza. Mas não gera tristeza. Gera compreensão. Satisfação.

Minha terceira casa em 4 meses. E não será a última. Meu terceiro bairro, minha terceira linha de metro, minha terceira experiência dentro do meu mundo novo. E novos passos, novos amigos, novos caminhos…Que sorte a minha!

Quem tem Amigos tem tudo mesmo. E quando estamos de bem, as coisas acontecem de coração!

Namastê!

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Bem Demais

Três meses de Europa. 21 dias de Londres. E nenhuma lágrima mais.

21 dias de ‘tudo novo de novo’, sem dores de estomago ou gastrites nervosas. Sem ansiedades, oscilações emocionais ou vontade de ir embora. Desses 21 dias, já são 10 sozinha. 10 dias de fogão, de faxina- na casa e na alma- de horários alternados, de dormir espalhada e acordar silenciosa.

Há muito o que fazer nessa Londres. A vida não está assim tão mansa. Mas o ar dessa cidade deixa-me tão leve que eu não tenho medo das portas que se abrirão. A sensação não é criada por mim, eu simplesmente sinto. O medo maior é pensar que está tudo bem ‘demais’. Temos esse problema na vida de não sabermos lidar com o “bem demais.” Precisamos sempre colocar um perrengue para fazer valer nossos dias.

Eu era mestre nisso. Hoje não mais. Não agora. Porque assim está bom demais!

Como disse-me uma amiga: “Era só o que faltava ter que te dar bronca por você reclamar que está tudo bem!”

É que esse sentimento pode ser muito perigoso. Nos apoiamos nele e deixamos a onda levar. E como eu disse antes: ainda há muito o que fazer nessa Londres. Decidir casa nova em alguns dias e conciliar trabalho. Seja aquele do sustento ou o sonho realizado. Tanto faz, agora. Porque o sonho maior está sendo esse: poder viver e crescer na Terra da Rainha. Sentir-me ‘alguém’ no lugar tão desejado.

Debaixo de muito frio e chuva. De dias cinzas ou de céu azul. Escrevendo de frente para a janela vendo as horas passarem. Ou batendo perna sem pressa conhecendo pessoas e lugares. Essa é a realização maior. A liberdade de estar sozinha entre essa multidão. Fazer do que poderia ser triste, uma alegria.

Três meses.

Passaram como uma ventania e parece que sempre foi assim. Eu aqui e vocês aí. Tenho a sensação de que aqui o tempo passa mais rápido. Os minutos, os segundos…Não estou apenas 2h na frente. Devo estar um ano.

E eu não desejo outra vida. Bom, desejo a Paz na Terra, claro e…Uma maneira rápida de ter as pessoas que eu amo aqui comigo. Tenho me acostumado demais com o Skype. Abraçar tornou-se um luxo. Que bom que eu posso pagar!

Obrigada Universo, por fazer de mim uma pessoa ‘adaptável’.

🙂

Namastê!

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças
―Charles Darwin

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